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    entrevista

    Festa de posse da executiva de Cachoeirinha reuniu mais de 500 pessoas em CTG

    Bolsonarismo está vivo, diz presidente do PSL; Prefeitura de Cachoeirinha é prioridade

    por Rafael Martinelli | Publicada em 11/09/2019 às 14h03| Atualizada em 19/09/2019 às 18h07

    Neri Crispim, irmão do deputado federal Nereu Crispim, é o presidente do PSL de Cachoeirinha.

    A festa de posse da nova executiva, que apresento ao fim da entrevista, é desde sábado tão assunto entre políticos e assessores nas conversas ao vivo, por telefone ou WhatsApp, quanto a live que a vice-presidente Rosemary de Paula fez ao lado do empresário Luciano Hang, próximo à divisa entre o município e Porto Alegre, na área onde será colocada uma ‘estátua da liberdade’ da Havan.

    Mais de 500 filiados e simpatizantes do bolsonarismo foram ao Rancho da Saudade, num ato que teve, além de ‘Nereu do Bolsonaro’, o deputado estadual Vilmar Lourenço e o secretário de Desenvolvimento e Turismo do Estado, Ruy Irigaray, além de políticos locais, como o presidente da Câmara Fernando Medeiros (PDT), o vereador Paulinho da Farmácia (PDT) e o presidente do PRB, Nerisson Oliveira.

    – Teremos candidato a prefeito – avisa Neri, que é empresário do ramo da mineração como o irmão, que diferente dele hoje é radicado em Canoas, e há 56 anos veio do município catarinense de Ribeirão Pequeno para Cachoeirinha com os pais, Paulo José e Inês Uberlina.

    E o candidato bolsonarista já tem nome.

    Siga trechos da ao Seguinte: conforme a conversa foi fluindo e conheça um pouco mais do que pensa Neri e qual a linha política do PSL em Cachoeirinha.

     

    Seguinte: – O tamanho da festa parece mostrar que o PSL aposta em Cachoeirinha.

    Neri – Sim, Cachoeirinha é uma das prioridades. Já temos mil filiados e somos hoje um dos, se não o maior, partido da cidade em filiações. Seremos a novidade na eleição de 2020.

     

    Seguinte: – O partido lançará candidato a prefeito?

    Neri – Teremos candidato. O nome que queremos é o do delegado João Paulo Martins, que já tem participado de eventos conosco. Só não é ele se não quiser. Hoje depende mais dele do que do partido.

     

    Seguinte: – É uma opção por um ‘outsider’, alguém ‘de fora da política’?

    Neri – Sim. Assim é o PSL em Cachoeirinha, sem políticos tradicionais. Não temos políticos na nossa executiva. São empresários, profissionais liberais, trabalhadores... Assim queremos chegar à Prefeitura e também eleger bancada na Câmara.

     

    Seguinte: – O PSL, no Brasil inteiro, parece brigar tanto quanto o PT quando estava no poder. A diferença é que os petistas não levaram tantas brigas para a mídia e as redes sociais. Brinco que, também pelo perfil de muitos políticos e filiados, parece ‘A Fazenda’, ou um ‘Big Brother Brasil’. Em Cachoeirinha é diferente?

    Neri – Partido-partido (risos). Isso é natural. Divergências sempre vão existir. Em Cachoeirinha procuramos reunir pessoas de fora da política. Somos politizados, mas não políticos. Queremos participar de uma renovação da política. No município são mais de 20 anos de esquerda na Prefeitura. É hora de um novo projeto.

     

    Seguinte: – Acreditas em uma polarização entre esquerda e direita? Costumo brincar que, como os ‘canhotos só se unem na cadeia’, arrisca o bolsonarismo, que fez sete a cada dez votos em Cachoeirinha, ‘eleger até uma laranja’ em 2020. Tratei disso a última vez no artigo A esquerda possível de Miki é impossível; canhotos unidos só na cadeia.

    Neri – (risos) Somos uma nova força no município, formada por cidadãos comuns que querem construir uma nova política. Não tem nada de laranja ou fake news. As urnas deram o recado: os 70% dos votos que fez Bolsonaro são um grito de mudança. Queremos ter um projeto para a cidade.

     

    Seguinte: – Então o PSL e a candidatura que apresentar não vai priorizar na campanha pautas identitárias, de costumes, ‘mamadeiras de piroca’ e etc?

    Neri – A eleição local é diferente da estadual e nacional. Aqui o cidadão quer saber como a cidade onde mora vai melhorar. Queremos mostrar algo novo, não brigar com alguém.

     

    Seguinte: – Nos artigos Bolsonaro não fez nada para 120 mil no ’país’ Gravataí, Cachoeirinha e Glorinha e 25 mil bolsonaristas descontentes no ’país’ Gravataí, Cachoeirinha e Glorinha; O Retrato de Dorian Gray calculei, com base em pesquisas do Datafolha, quantos ‘arrependidos’ tínhamos em Cachoeirinha. Não temes que o bolsonarismo esteja ‘descollorido’ até 2020?

    Neri – Todo processo de renovação é difícil. Não sou dos que diz que o governo acertar tudo, mas tem mais coisas boas do que ruins neste início de mandato. Bolsonaro está fazendo o que prometeu, colocando técnicos nos ministérios, sem conchavos. É o que o PSL quer fazer em Cachoeirinha, fugir de acordos por cargos com partidos, do toma-lá-dá-cá. Mas não tem essa de 'descollorir': o bolsonarismo está muito vivo em Cachoeirinha!

     

    Seguinte: – Bolsonaro vendeu bem a idéia da ‘nova política’, mesmo sendo ele e seu clã políticos de carteirinha. Agora no governo, apresenta-se a necessidade de compor, em nosso presidencialismo de coalizão. A ‘nova política’ não é uma fake news?

    Neri – É preciso compor na política, mas em cima de projetos, não de troca de secretarias ou favores. Bolsonaro não governa sozinho, e nem o PSL projeta isso para Cachoeirinha. O que não queremos é simples alianças, ou troca de votos, por CCs. O PSL nacional nos dá total liberdade para conversar com todos.

     

    Seguinte: – Não há veto nem à esquerda?

    Neri – Aí sim (risos).

     

    Seguinte: – Para o PSL, o PSB do prefeito Miki Breier é esquerda?

    Neri – Sim.

     

    Seguinte: – Então não há nenhuma possibilidade de aproximação com o governo, Miki e seu partido?

    Neri – Muito difícil.

     

    Seguinte: – Bolsonaro não está brigando demais e falando apenas para os seus? Não está esquecendo que, mesmo que tenha feito 36,9% dos votos entre os eleitores que foram às urnas, é o presidente de todos os brasileiros?

    Neri – Bolsonaro não enganou ninguém. Ele é o que era antes de ser presidente. Acredito que se mudasse a maneira de se expressar teria rejeição até maior.

     

    Seguinte: – Bolsonaristas não estão manifestando um ‘comportamento de seita’, como muitos petistas?

    Neri – O PSL é um partido em construção, aberto às pessoas e, hoje, por ter chegado ao poder, com a necessidade mais filtros para filiações. É o que buscamos aqui.

     

    Seguinte: – Fernando Medeiros e Paulinho da Farmácia, dois vereadores do PDT, um partido de centro-esquerda, foram ao ato de posse no PSL. O partido conversa com eles para uma filiação em março, quando acontece a janela de troca de sigla sem o risco de perder o mandato, ou foram visitas de cortesia?

    Neri – Não falamos sobre isso. Apenas trocamos idéias pelo bem de Cachoeirinha. A visita foi política de boa vizinhança. Assim queremos o PSL de Cachoeirinha. Reafirmo: não viemos para brigar.

     

    Seguinte: – Como avalias o governo Miki?

    Neri – É complicado... ele ainda tem um ano e pouco. Entendo que quando alguém é eleito pelo povo, é preciso deixá-lo governar até o fim mandato. Aí então se avaliam os pontos positivos e negativos. Não gostaria de fazer uma avaliação neste momento. Estamos construindo o projeto do PSL, uma coisa nova.

     

    Seguinte: – Mas no início da entrevista falaste em ’20 anos de esquerda’ no poder. Sem uma crítica às ações do governo, a diferença é somente ideológica com os governos Miki, Vicente e Stédile?

    Neri – Temos nossa ideologia e um projeto diferente. Só acho que não é momento para críticas. Mas as temos.

     

    A EXECUTIVA

    : Presidente: Neri Crispim

    : Vice-presidente: Rosemary de Paula

    : Secretária-geral: Mara Luiza Pizoni

    : Primeiro secretário: André Padilha

    : Tesoureira: Lourdes Ristof

    : Primeiro tesoureiro: Wesley Correa

    : Primeio vogal: Leandro Moraes

    : Primeiro suplente: Cesar Hubner

    : Segundo suplente: Valmir Dias

     

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