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GRAVATAÍ, 20/08/2019

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    opinião

    Marco Alba prestou contas em sessão que durou quatro horas, quarenta e seis minutos e vinte segundos

    O recado do prefeito aos futuros candidatos

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/05/2019 às 14h28| Atualizada em 20/05/2019 às 11h47

    O prefeito de Gravataí prestou contas aos vereadores por quase cinco horas entre o fim da tarde e a noite desta segunda. Não era CPI, impeachment nem nada. Era o cumprimento do que prevê a Lei Orgânica Municipal. Algo como o glamouroso ‘Estado da União’, onde presidentes dos Estados Unidos falam ao parlamento. No caso, os congressistas de Washington, da Califórnia, de Atlanta ou Utha, são os parlamentares da Caveira, da Vila Rica ou do Beco do Mijo.

    O que Marco Alba falou rende assunto para um ano.

    Essa é uma coisa bonita de Gravataí. Vejo muitos eleitores achando que moram em uma grota. Mas a política da aldeia dos anjos é exemplo. O prefeito ficou à disposição o tempo necessário e as perguntas dos vereadores, mesmo as mais incisivas, foram respeitosas e condizentes com aquilo que os antigos chamavam de ‘a liturgia do cargo’.

    Explico assim aos valentões das redes sociais: é entender que quando você é eleito, você não fala só para seu eleitorado de estimação, para sua seita ou milícia, digital ou em armas, mas ao conjunto da população do lugar no qual você foi eleito e, no caso de um prefeito, faz suas compras no mesmo supermercado.

    Enfim, o que um chefe de executivo fala não representa – ou não deveria representar – só o que ele pensa: tem a amplitude do cargo.

    Ainda vou me aprofundar mais no Seguinte:, tema por tema, mas me permitam neste primeiro artigo fazer uma mediação do que considerei mais importante na fala do prefeito.

    Ao fim do artigo posto o vídeo completo, que recomendo a quem não quer enganar alguém ou passar vergonha comentando o que não sabe. Ouçam o que Marco Alba fala. Poucas coisas eu não assino embaixo. É um liberal? É um esquerdista? É um populista? Sei que não é um desses lunáticos que hoje estão no poder no país. E é difícil não concordar que precisamos mudar o modelo que nos trouxe a essa tragédia nacional.

    Sou chato, extenso nos textos, mas não acredito em verdades tuitadas. Porém, tentarei ser breve, a partir de agora, no que achei o sumo do que falou, mais do que o prefeito, Marco Alba – goste-se ou não, um político ímpar.

    O primeiro recado foi em relação à previdência municipal. É uma questão que nacionalmente se transformou em Jogos Vorazes entre ‘direita e esquerda’, mas onde os fatos são os chatos que atrapalham argumentos pré-concebidos.

    Dilma faria uma ‘reforma’, como FHC fez e Lula também. Lembram? É a ‘ideologia dos números’. Gravataí pode, em 2032, ter que pagar uma folha de pagamento e mais 72% como alíquota complementar para garantir as aposentadorias aos servidores públicos.

    2020 poderia ser de reajuste de 18% para o funcionalismo. É o que o governo vai gastar em alíquota complementar para garantir a aposentadoria dos servidores no Ipag Saúde. São recursos que vão para a aposentadoria de cada funcionário – e aqui não vai torcida ou secação.

    – É o grande tema de Gravataí. E que não será resolvido mesmo com uma reforma da previdência nacional – alertou o prefeito.

    Das horas e horas da sessão especial, retiro outro recado importante daquele que está por oito anos frente à Prefeitura. É daquelas coisas que as pessoas cobram. E o prefeito foi realista ao dizer que há problemas estruturais que só bilhões resolvem. Marco Alba usou o exemplo clássico de colocar uma mangueira e verificar se a água sobe ou desce. Na Osasco, por exemplo, rua que fica no Parque Florido e sempre alaga, a água vem do Rio Gravataí para o bairro.

    – Só estou dando a real. Não prometam o que não é possível – aconselhou, aos políticos.

    Ao mesmo tempo, pontos para o prefeito por não autorizar loteamentos e novos empreendimentos ‘em nome do desenvolvimento’.

    – Todo mundo quer erguer prédio ou construir loteamento em Gravataí. Mas aí é assim: da porta para dentro, a empresa faz; da porta para fora, o acesso viário, o posto de saúde, a creche, a escola, fica com o município. Sou contra isso – disse Marco.

    Perfeito, prefeito! É assim que se comportam governos das maiores democracias, por menores que sejam os países, mas pelos seus diminutos territórios, e a Europa é um exemplo, análogos a Gravataí. Crescimento sustentável deve ser a obsessão.

    Marco falou sobre a Rota Turística, onde quer ligar o aeroporto Salgado Filho ao caminho da Serra. Há quem ria, mas esses são os ‘empregos de verdade’. É mais fácil substituir o robô de amanhã da GM pelo prestador de serviços que vai receber uma família que, ao se deslocar para Gramado, evitará a tranqueira de Cachoeirinha e vai parar para comer em Gravataí ou experimentar uma visita a algum tipo de turismo rural em um município que tem 7 a cada 10 de seu território de campos, morros, mata, arroios e rio.

    Por fim, o recado de Marco aos futuros prefeitos é a atenção às dívidas. Quando assumiu em 2013, tinha mais da metade da receita comprometida por contas. Vai entregar o governo em 2020 com menos de R$ 1 em cada 10 reais. Não é só uma vontade do prefeito, mas uma necessidade para conseguir investir em obras, o que hoje só é possível com financiamentos (que só são liberados com contas – e, principalmente, com a previdência em dia).

    Os ‘toques’ foram dados pelo prefeito, como um apelo – ao qual este jornalista se soma – por responsabilidade com o futuro de Gravataí, seja quem for ao assumir a Prefeitura.

    – Não vou mudar porque tem eleição ano que vem, como não mudei quando era candidato à reeleição. Gestão precisa olhar a tabela da receita e da despesa. Um mais um é dois, não três; e um menos um é zero, não três.

    Não tenho dúvida que, com esse jeito de governar, Marco Alba é o melhor prefeito para qualquer sucessor. Torçamos que nosso próximo governante, que pegará as contas em dia, não jogue só para o humor da torcida do dia.

     

    Assista abaixo a sessão completa

     

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