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GRAVATAÍ, 17/06/2019

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    opinião

    Sessão da Câmara de Vereadores de Gravataí | Foto DYÉSSICA ABADI

    Como votaram vereadores em moção contra Golpe de 64

    por Rafael Martinelli | Publicada em 10/04/2019 às 19h31| Atualizada em 18/04/2019 às 12h23

    A História do Brasil quase foi para o pau de arara na última sessão da Câmara de Gravataí. Menos mal que, com 9 votos favoráveis, três abstenções, uma ausência e o ‘exílio’ de dois vereadores para fora do plenário, restou aprovada moção de repúdio a comemorações do golpe de 64.

    Usando como ilustração a numeração dos Atos Institucionais que foram a autorização tácita para perseguições, torturas, estupros e mortes, principalmente de jovens como são os filhos de muitos que tentam terraplanificar os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos, siga no Seguinte: 5 acontecimentos – e análises – sobre o antes, o durante e o depois da votação, que provocou uma ‘revolução’ no legislativo.

     

    AI 1

    Parabéns a Rosane Bordignon, que foi a autora da moção. Daniel, seu companheiro desde os acampamentos da greve dos professores de 83, na Praça da Matriz, e que recita de cor o hino da Internacional Socialistas, deve estar muito feliz. A professora mostrou coerência com sua história e a de seu PDT, de Leonel Brizola que metralhou com palavras o golpe que aconteceria em, 62, com a Rede da Legalidade, e herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, que depois de ter sido ditador entre 37 e 45, no Estado Novo, redimiu seu legado dando a vida para evitar o golpe que parou em seu esquife.

    É preciso coragem para apresentar uma moção como essa em uma Gravataí onde sete a cada dez votos foram para o ‘mito’ Jair Bolsonaro. É preciso brio e valores, para além do caça-cliques, para não aderir às maiorias circunstanciais do momento, que em 64, marchando pela família, impuseram uma aura civil à destruição de tantas famílias e lares brasileiros.

    É aquela coisa, deem uma boa multidão e um microfone que eu te apresento um bom fascista.

    – Peço voto a favor, porque é inconcebível votar a favor do golpe, quando estamos aqui, em um parlamento, porque vivemos em uma democracia – resumiu, mais ou menos assim, a candidata de 44 mil votos na eleição para a Prefeitura em 2017.

    O texto da moção e a justificativa da vereadora você lê clicando aqui.

     

    AI 2

    Ex-militar, Bombeiro Batista votou contra, mas fez uma óbvia provocação para o colega de PSD Dimas Costa, ex-petista que hoje, pelo menos nos avatares de seus seguidores nas redes sociais, tem uma série de amigos bolsonaristas.

    O vereador insinuou que na campanha, quando concorreu a deputado estadual, Dimas se escondeu atrás do muro para não perder votos.

    – Essa votação vai mostrar quem é de direita ou de esquerda!

    Dimas tentou dar a volta no bombeiro reformado ao dizer que dedicava o voto aos militares contrários ao golpe que foram os primeiros a sofrer com a tortura e a morte.

    E confirmou sua posição que, se fosse diferente, evidenciaria oportunismo para não apanhar das milícias digitais no Grande Tribunal das Redes Sociais.

    – Ditadura nunca mais!

    Pelo que apurei de ontem para hoje, havia dúvidas na esquerda sobre o voto de Dimas. Eu não tinha dúvidas, porque o golpe de 64 não se trata de canhotos ou destros, mas sim de aceitar torturas e mortes ou não. Este amigo, Dimas não perdeu.

     

    AI 3

    Professor de História, Dilamar Soares (PSD), que muitos brincam ser meu ‘inimigo de infância’, deu aula na sessão: um golpe, uma ditadura, nunca é boa, de direita ou de esquerda, seja militar, de Hitler ou Stalin. E não importa o número de mortes. Viver 20 anos em um regime onde você pode apanhar, ou perder o emprego, por pensar diferente do poder dominante, não pode ser motivo para comemorações.

    – Se uma única alma for torturada, não pode ser motivo de comemoração.

    Parabéns, Dilamar! 

     

    AI 4

    Alan Vieira, para mim, foi a grande decepção ao votar contra a moção. Um jovem, um cara que achei que era um liberal, como comentei no artigo Alan não é chucro. Mas no Brasil, infelizmente, parece que o liberalismo vigente é aquele do empresário que, a cada 13 de maio, deixa os empregados negros saírem 30 minutos mais cedo.

    – O golpe militar foi importante para nossa história – disse o advogado.

    Devem ter revoado no túmulo as cinzas de Ulysses Guimarães – aquele do ‘velho MDB de guerra’, que combatia a ditadura (no 31 de março o ex-deputado federal Jones Martins inclusive me mandou um vídeo de um discurso arrepiante do emedebista).

    Não estranho que Alan, nos stories de seu Instagram, já esteja usando a cor laranja do Novo –para onde vai quando abrir a janela de transferência partidária no ano que vem e que, pelo menos até agora, me parece um partido com um gel liberal, mas práticas que são calvas e velhas novidades.

     

    AI 5

    Como apenas nas ditaduras só acontece o impublicável, vou tentar descrever, e as câmeras do legislativo também podem mostrar um pouco, a sucessão de eventos que, a partir do fim da sessão, quase levaram ao confronto físico o presidente Clebes Mendes (MDB) e o vereador Bombeiro Batista (PSD).

    O ‘jipe e um cabo’ estacionaram no plenário quando Clebes, usando da prerrogativa de presidente, encerrou a sessão sem dar a palavra a vereadores que estavam inscritos.

    – O senhor só precisaria votar em caso de empate, mas pela sua posição acredito que seu voto seria a favor da ditadura – ironizou Evandro Soares (DEM), enquanto Bombeiro cobrava uma posição da funcionária da Câmara que controla o painel de inscrições.

    – Ela ficou abalada, subiu até a sala e chorou – conta uma testemunha, apesar de, por WhatsApp, a servidora, que é um exemplo de conduta, ter dito ao Seguinte: que preferia não comentar o incidente e envolver-se em polêmicas políticas.

    Após saber do choro por um vereador que ligou para ele, Bombeiro foi até a sala para pedir desculpas. Quando caminhava pelo corredor, Clebes, que saia do elevador, aos gritos, interpetlou Bombeiro.

    Precisaram ser apartados.

    Curiosamente, em artigos anteriores brinquei que Clebes era o ‘Bolsonaro da Aldeia’ e Bombeiro o ‘Mourão da Aldeia’.

    Nesta quarta, o assunto corria tipo telefone sem fio, como que em uma uma tirolesa armada na José Loureiro entre o kinder ovo da Câmara e o palacinho ocre da Prefeitura.

    Clebes pediu a cabeça de Bombeiro, voto ainda indefinido para extinção do Ipag Saúde, como antecipei no artigo Bombeiro, o voto ’Acorda Gravataí’ no Ipag Saúde? Como prefeito pode perder.

    Convém ao prefeito Marco Alba, na próxima reunião da base do governo, colocar Clebes e Bombeiro a uma distância maior daquela que alcançam as botinas.

     

    Analiso.

    O que eu acho sobre essa história do golpe de 64? Semana passada chamei de FDP um leitor que relativizava as torturas e, assim entendi, me ameaçou. Mas quem me conhece sabe que não sou assim. É um assunto que mexe comigo. Me levou ao limite da intolerância que tanto combato. porém, tenho familiares torturados e com vidas destruídas. Não eram 'bandidos', eram gente comum. Mas errei, bastaria ter mandado estudar. Em livros, não no zap-zap.

     

    OS VOTOS

    A favor da moção: Airton Leal (PV), Alex Peixe (PDT), Carlos fonseca (PSB), Demétrio Tafras (PDT), Dilamar Soares (PSD), Dimas Costa (PSD), Jô da Farmácia (PTB), Paulo Silveira (PSB) e Rosane Bordignon (PDT).

    Contra a moção: Alan Vieira (MDB), Alex Tavares (MDB), Bombeiro Batista (PSD), Evandro Soares (DEM) e Fábio Ávila (PRB).

    Abstenções: Nadir Rocha (MDB), Paulinho da Farmácia (MDB) e Roberto Andrade (PP).

    Saíram do plenário para não votar: Mario Peres (PSDB) e Neri Facin (PSDB).

    Ausência: Wagner Padilha (PSB).

    * O presidente Clebes Mendes (MDB) só precisaria votar em caso de empate e não votou.

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