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GRAVATAÍ, 21/03/2019

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    entrevista

    Alexandre Bittencourt, o Xaxá, é ex-vereador de Gravataí

    Ex-vereador quebra silêncio sobre investigação de corrupção

    por Rafael Martinelli | Publicada em 11/03/2019 às 15h32| Atualizada em 19/03/2019 às 12h09

    Após a publicação do artigo Como investigação de corrupção no Gamp atrapalha PPP da Corsan; Gravataí já assinou, Alexandre Bittencourt (PTB), o Xaxá, quebrou o silêncio sobre o caso Gamp, a investigação do Ministério Público Estadual, cuja denúncia foi aceita pela 4ª Vara Criminal de Canoas, sobre suspeitas de corrupção no contrato bilionário da Prefeitura de Canoas com o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp) e que tem metástases judiciais e políticas em Gravataí.

    Siga a entrevista exclusiva dada ao Seguinte: pelo ex-secretário de Canoas, que é ex-vereador de Gravataí e foi o presidente da Câmara na histórica sessão de 1996 em que foram aprovados incentivos fiscais para instalação do complexo automotivo da General Motors.

    – Pergunte o que quiser. Tenho 30 anos de vida pública e nenhum mal feito, zero condenação – diz o político, formado em Gestão Pública pela Ulbra, que, depois de pedir demissão do governo de Luis Carlos Busato (PTB) após a revelação de que a namorada, Márcia Machado, era gerente do Gamp, se dedica a cuidar da fazenda Chimarrão, onde cultiva mais de um milhão de pinos em São Francisco de Paula, enquanto a família administra a tradicional Academia Chakra, na parada 64.

     

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    Seguinte: – Confirmas a relação do atraso na parceria público-privada da Corsan por teres saído das negociações entre governo e vereadores em Canoas?

    Xaxá – Não. Mas é preciso fazer um histórico do porquê dessa fake news. Acompanho o Busato há 14 anos. Na eleição para deputado federal, ele era vereador e apresentei-o ao falecido Abílio dos Santos. A dobradinha rendeu mais de 7 mil votos em Gravataí, o que foi decisivo para a vitória e me rendeu a bronca que o ex-prefeito Edir Oliveira (candidato à época) tem comigo até hoje. Trabalhei com o Busato em Brasília, chefiei o gabinete na Secretaria de Obras do Estado, onde passamos incólumes pelas investigações da Operação Kilowatt. Depois fui um dos primeiros incentivadores da candidatura à Prefeitura e um dos elaboradores do plano de governo. Vencemos uma eleição que parecia impossível pela força que tinha o prefeito Jairo Jorge. Ocupei secretarias de ponta em Canoas como Relações Institucionais, Desenvolvimento Econômico e Direitos Humanos, por vezes acumulei funções, fui assessor especial do prefeito, sou idealizador da Prefeitura Perto de Você, que leva serviços aos bairros, trabalhei na reforma administrativa, fundindo secretarias e sem criar novos cargos, o que vai economizar quase R$ 30 milhões. Enfim, tenho a confiança do Busato, uma ótima relação com os vereadores, mas quem faz a articulação política é o Guido Bamberg. A PPP está na Câmara para ser votada há mais de um ano, bem antes de estourar o caso Gamp. Uma coisa não tem a ver com a outra. Participei de reuniões sobre a PPP, que pode render R$ 50 milhões em investimentos no saneamento de Canoas, mas não faço parte da interlocução entre a Prefeitura e a Câmara.

     

    Seguinte: – O Ministério Público aponta uma ‘relação promíscua’ por, ainda secretário, teres a esposa como gerente do Gamp.

    Xaxá – A Márcia Machado é minha namorada. Aproveitando o espaço: quero casar com ela. Ela tem toda a qualificação técnica, é formada em Administração, tem duas pós-graduações. Era gerente, ganhava R$ 10 mil, não os R$ 20 mil de cargos de direção. Era gerente de faturamento, mas não financeira, não lidava com dinheiro. Apenas encaminhava as documentações de convênios para compensação. Sinto por ela, que está sendo injustiçada. A única citação que existe é uma intercepção telefônica onde a secretária de Saúde comenta sobre a possibilidade de liberar leitos que, por contrato, tem uma reserva de 20% para convênios. No telefonema, ela fala na “Márcia do Xaxá”. Fizeram a ilação de que se estava vendendo leitos. O MP pode considerar uma relação promíscua eu ter sido secretário e ela gerente, mas não é uma ilegalidade. Não há nenhum indício, muito menos prova de corrupção que nos envolva. Quebraram meus sigilos bancário, telefônico, devassaram meu Imposto de Renda, tudo. Sou citado no relatório do MP, mas não sou indiciado, não sou réu. Inclusive, se for indiciado, me afasto do PTB. Há muita confusão nisso: quem está sob investigação é o Gamp.

     

    Seguinte: Intermediaste indicações políticas no Gamp?

    Xaxá – Não participei de nenhuma indicação política no Gamp. Quando fui secretário de Desenvolvimento Econômico criamos o Banco de Oportunidades de Canoas, tudo online, sem manipulação. Os currículos são automaticamente enviados para empresas conforme o perfil requisitado. Neste momento, há 703 empresas cadastradas, 378 vagas em aberto e 42,6 mil currículos ativos, que precisam ser renovados a cada três meses para não saírem do sistema, que movimenta quase um milhão de usuários não só de Canoas, mas de todo Brasil. São vagas em empresas e também em prestadoras de serviço. O Gamp, por exemplo, tinha 3 mil cargos, três hospitais, alta rotatividade de nomes.

     

    Seguinte: – Uma irmã do vereador Dimas Costa (PSD), de Gravataí, trabalhava no Gamp. Como vocês tem ligações políticas, fica difícil acreditar que não tenha sido uma indicação.

    Xaxá – Nem a conheço, não sabia que trabalhava lá. Muita gente de Gravataí deve ter trabalhado lá. Eram 3 mil funções, dos mais variados tipos! Na eleição do ano passado, apoiei o Dirceu Franciscon, eleito deputado estadual. Não fiz campanha para o Dimas. Mas em 2020 quero ver o Dimas prefeito de Gravataí. Tentarei convencer meu PTB a se desapegar dos cargos no governo Marco Alba e fazer oposição. Já manifestei ao vereador Jô da Farmácia essa intenção. Se o partido não estiver com Dimas, me licencio para ajudá-lo. Quero contribuir com a cidade aonde cheguei com nove anos e vivo as últimas quatro décadas. Não concorro mais, mas meu filho, Juan Rodrigues Bittencourt, será candidato a vereador, pelo PSD, partido do Dimas. Pedi demissão do governo em Canoas para não correr risco de ser acusado de atrapalhar as investigações do Ministério Público. Quero justiça também. Fui presidente da Câmara de Gravataí, tive as contas aprovadas sem nenhum apontamento, nunca me envolvi em ilicitudes. Pouco se fala, mas há um ano queríamos romper com o Gamp o contrato herdado da gestão Jairo Jorge. Glosamos mais de R$ 15 milhões, não aceitávamos, por exemplo, gastos nacionais, como apareceram na ação do MP. Essa questão do Dimas me parece uma pauta pequena perto do tamanho de Canoas e das necessidades de Gravataí. Mas são quase três décadas de vida pública, conheço as maldades. A inocência é provada, mas ficam as marcas na biografia. Olha o que aconteceu com o Edir na Operação Sanguessuga.

     

    Seguinte: – Uma das rés com ligações com Gravataí é Joice Dorneles, ex-secretária de Saúde do governo Sérgio Stasinski e esposa do ex-vereador e presidente estadual do PV Márcio Souza. Tens alguma relação com o casal?

    Xaxá – Não. Só os conheço de vista.

     

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