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    opinião

    Twitter faz alerta sobre postagem escatológica no perfil pessoal do presidente da república

    Golpeachment pornô contra Bolsonaro não; vergonha sim

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/03/2019 às 21h15| Atualizada em 15/03/2019 às 14h49

    Como não sou golpista, sou contra o ‘impeachment pornô’ de Jair Bolsonaro cuja hashtag, para o pavor dos seduzidos por inteligências ou idiotias das maiorias, lidera o Grande Tribunal das Redes Sociais. Mas que há fundamentos legais, e isso é reconhecido até pelo advogado Jr. que deu sobrenome jurídico ao culto regido por Janaína Paschoal e quantificado politicamente pelo SomosTodosCunha contra Dilma no golpeachment.

    Ao publicar o vídeo fetichista, que ganhou do Twitter um daqueles lembretes ‘tirem as crianças da sala’, o presidente feriu a lei 1.079, de 1950, cujo parágrafo 7º do artigo 9º diz que “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo é crime de responsabilidade contra a probidade na administração pública”.

    A mesma lei que cassou Dilma e, combinada com decreto de 64, assinado pelo ditador Castelo Branco, afastou da Prefeitura Rita Sanco, prefeita eleita com a maior votação da história de Gravataí, e seu vice, Cristiano Kingeski.

    Mas tem coisa pior.

    O que Bolsonaro fez é mais grave do que praticavam em praça pública os dois tarados do vídeo que ele postou. Está lá no Código Penal: o crime de praticar ato obsceno em lugar público é considerado menos grave do que o de sua divulgação. Segundo o artigo 234 do código, a pena para quem pratica ato obsceno em lugar público é de três meses a um ano de detenção. Já para aqueles que distribuírem, a pena é de seis meses a dois anos.

    Mas tem coisa pior.

    O Bolsonaro presidente é o mesmo Bolsonaro candidato: não tira os gays da cabeça. Isso não é uma piada, porque a força das palavras é propulsora do ódio e da violência, não só virtual, mas física. Mesmo que Bolsonaro tenha sido eleito por combater os políticos cujo ‘símbolo fálico’ era o dinheiro, como presidente de um país ele não pode se limitar a ser digital inffluencer sobre o falo ou derrière dos outros. Já se foram dois meses e sete dias de uma presidência que, por obra principalmente de quem carrega o sobrenome Bolsonaro, só não criou mais crises do que os 12 milhões de desempregados que ainda não ganharam nem bom dia, nem boa noite do governo.

    Mas tem coisa pior.

    A repercussão internacional pode ser resumida em um ‘Deu no New York Times’. Se você é fã, imagine o Lula fazendo o que faz o presidente. É vergonhoso.

    – O que é golden shower?

    Parece histórico de navegação interceptado pela Interpol.

    Mas tem coisa pior.

    O recuo de sempre. O disse que não disse o que disse.

    Estourou a polêmica e o assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins, saiu em defesa de Bolsonaro, comparando a postura a de Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos entre 1901 e 1909.

     – Roosevelt dizia que a Presidência da República é um bully pulpit, uma posição pública que permite falar com clareza e com força sobre qualquer problema. Foi o que o presidente fez ao expor o estado de degeneração que tomou nossas ruas nos últimos dias – disse.

    O desdisse veio horas depois, quando o Palácio do Planalto divulgou nota dizendo que “não houve intenção de criticar o Carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a critividade da nossa maior e mais democrática festa popular”.

    Pela sensatez, o texto deve ter sido aprovado pela junta de militares que servem como tutores ou ventríloquos dos civis do Núcleo de Entretenimento do Governo Bolsonaro.

    Por que precisou antes a ligação entre a escatologia e o Carnaval virar escracho mundial? Ou não sabe ainda Bolsonaro o peso que têm as palavras de um presidente sobre a maior festa popular de seu país e, possivelmente, do mundo, movimente milhões em dinheiro e pessoas, tenha VTNC ou não?

    Mas tem coisa pior.

    O trending topic dos Grandes Lances dos Piores Momentos.

    Convenhamos nada surpreendente para um presidente que conhecemos candidatos e, nas três décadas de político profissional depois que aposentou o pára-quedas aos 33 anos, se notabilizou por declarações “sexistas, machistas e racistas”, como descreve o britânico Daily Mirror.

    O ‘mito’ disse assim, nesta quinta, na cerimônia de aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais no Rio de Janeiro:

    – A segunda missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Forças Armadas assim o quer (sic).

    Não, Bolsonaro! Respeite o Brasil. Pare de puxar o saco dos militares achando-os sua salvaguarda. O que não são e não serão se esse baixo clero das ideias e da corrupção virar marca de sua presidência. O artigo primeiro da Constituição diz que “o poder emana do povo”. Significa que a democracia existe e aos militares cabe garanti-la, e não autorizá-la.

    O presidente que se cuide. Não por suas postagens que Freud talvez explique, e fazem parecer apenas folclóricas as faltas de decoro do Collor do “aquilo roxo”; do Itamar na Sapucaí com a Lilian sem calcinhas; do FHC dos aposentados vagabundos ou do Lula da “Pelotas exportadora de veados”.

    A lei do impeachment trata como crimes de responsabilidade do presidente da república “atentar contra a Constituição Federal”, o “livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados” e “o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais”.

    Enfim, a tal democracia, ainda o melhor dos piores regimes.

    Da mesma forma, considera crimes de responsabilidade contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais “incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina” e “provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis”.

    O Bolsonaro candidato podia estar ‘tuitando e andando’ para isso. O presidente, não. Mesmo eleito por 39,3%, arredondando para cima, quatro a cada dez eleitores, tem responsabilidade de governar para todos os brasileiros, não envergonhá-los com um comportamento limítrofe entre o infantil e o odiento.

    Alguém já ouviu Bolsonaro defender a reforma da previdência? Além de uma tímida mea culpa por, quando congressista, não ter apoiado medidas necessárias apresentadas por outros presidentes, restam vídeos classificando alterações previdenciárias mais tímidas das que apresentou como “desumanidade”. 

    É isso que mexe com a vida das pessoas, por mais que alguns estejam sempre com a mamadeira de piroca na ponta da língua.

    A seguir com essa república de bobagens Bolsonaro é caso não para impeachment, mas para interdição psiquiátrica.

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