notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 20/08/2019

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    opinião

    Hospital Dom João Becker é administrado pela Santa Casa desde o ano passado

    Santa Casa diz que acabou tolerância com dívida do Ipag; atendimento está suspenso

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/03/2019 às 17h56| Atualizada em 12/03/2019 às 16h14

    A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, que administra o Dom João Becker, o único hospital de Gravataí, envia nota em resposta ao artigo Hospital suspende Ipag; Santa Casa, não envergonhe as irmãs do Becker!, publicado na noite desta quarta pelo Seguintesobre o atende-não-atende o plano de saúde dos servidores municipais.

    Reproduzo o texto na íntegra, comentando cada trecho.

     

    “(...)

    Apesar da informação atribuída à Diretora Presidente do Ipag, de que o Instituto não foi comunicado da suspensão dos atendimentos, reforçamos que:

    ·         apesar de termos acatado a decisão unilateral do IPAG de parcelar a fatura de Outubro/2018 em três pagamentos, sendo que apenas dois desses pagamentos foram honrados;

    ·         apesar das competências de novembro e de dezembro de 2018 também não terem sido quitadas, nem sequer terem recebido qualquer sinalização de regularização;

    ·         apesar de, diariamente, a Área Financeira do Hospital Dom João Becker realizar contato com o IPAG na busca de uma programação de pagamentos sem receber qualquer tipo de sinalização positiva, 

    os atendimentos foram totalmente mantidos até que, em 01/02/2019, por total falta de retornos ou sinalizações de pagamentos, foi protocolada junto Assessoria da Presidência do IPAG (existe protocolo dessa entrega), o ofício sinalizando a suspensão dos atendimentos em 30 dias caso não ocorresse a regularização do fluxo financeiro.

    (...)”

     

    Comento.

    Ok que a Santa Casa tenha alertado ao Ipag e a Prefeitura sobre a suspensão do atendimento em 30 dias caso não houvesse acerto sobre as dívidas do instituto com o hospital, referentes ao ano passado. Mas faltou informação sobre como funciona o setor público que, diferente do privado, não pode em uma canetaço autorizar pagamentos de exercício anterior. Para pagar dívidas é preciso projeto de lei, que foi enviado pela Prefeitura à Câmara, que só em fevereiro voltou do recesso parlamentar, as ‘férias dos vereadores’.

    Ao Seguinte:, a diretora-presidente do Ipag, Janaína Balckey, garantiu a disposição de negociar as dívidas e informou que janeiro e fevereiro foram pagos em dia. Só para se ter uma ideia, se o Ipag pagasse os R$ 6,5 milhões que ficaram pendurados em 2018 para hospitais, clínicas, laboratórios e dentistas, comprometeria já na largada do ano um quarto do orçamento do ano. Um 2019 que deve fechar com um déficit, no mínimo, igual, o que leva o prefeito Marco Alba a estudar a extinção do plano de saúde.

    Segue outro trecho da nota.

     

    “(...)

    Somos um prestador de serviços que exerce sua missão na atenção aos inúmeros pacientes vinculados ao sistema Único de Saúde que chegam em situações de urgência e emergência ou são regulados pelo Gestor Municipal ao Hospital Dom João Becker. Volume esse que, em 2018, superou 70% do total de pacientes atendidos no hospital.

    (...)”

     

    Comento.

    É verdade. Mas não é voluntariado. Para fazer esse atendimento o Hospital recebe R$ 30 milhões por ano de recursos públicos. No novo contrato, que é negociado neste mês, já sob a ‘grife’ da Santa Casa, mais R$ 10 milhões serão acrescidos para o atendimento pelo SUS.

    Segue mais um trecho da nota.

     

    “(...)

    A prestação de serviços a Planos de Saúde (vinculados a entidades públicas ou privadas), assim como a particulares, é um dos meios de promover o equilíbrio econômico que é vital para a perfeita manutenção de todos os serviços do Hospital.

    (...)”

     

    Comento.

    Certo, a Santa Casa, apesar de ter suas benesses fiscais, não faz voluntariado. Presta serviços e deve receber por eles, isso não está em questão. Inclusive são bastante hábeis em jogar com os profissionais para atender, ao mesmo tempo, SUS e convênios. Quem procura pediatra no hospital, nas horas que espera atendimento, pode observar bem.

    Segue mais um trecho da nota.

     

    “(...)

    Entendemos que a tolerância com que foi tratada a inadimplência e a falta de posicionamentos do IPAG é sim uma forma de respeito absoluto à população que é vinculada ao Instituto e que, por certo, têm seus descontos e contribuições regularmente repassados para o mesmo. Porém, o limite dessa tolerância é o risco de prejuízo e comprometimento econômico que a situação estabelece.

    Por fim, absolutamente, não entendemos que o posicionamento da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre ofereça qualquer tipo de constrangimento à Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, pois temos certeza de estarmos dando fiel sequência à missão que nos foi repassada.

    (...)”

     

    Comento.

    No artigo de ontem, escrevi:

     

    “(...)

    No mundo dos negócios, suspender a prestação de serviços é forma de pressão para o fornecedor que não recebe. Mas, pergunto: uma potência, como a Santa Casa, exemplo não só para os cristãos, mas para os gaúchos e brasileiros, deixar de atender 8 mil pessoas a partir do dia em que se inicia a Quaresma, o período que antecede a principal celebração do cristianismo, a Páscoa, perdoem-me, mas me faz sentir uma tristeza que, acredito, compartilharia a irmã Bárbara Maix.

    (...)”

     

    Concluo.

    Os R$ 550 mil devidos não quebram a poderosa Santa Casa e seus 2500 hospitais, se retomadas as negociações para um parcelamento e os atendimentos normais – pelo menos enquanto existir o Ipag Saúde! Mesmo que não fossem mais descontados os 5,5% dos salários como contribuição dos servidores para o plano, a maioria das famílias atendidas não teria condições de pagar um bom plano de saúde, já que restam no Ipag apenas salários mais baixos da Prefeitura. Imagine então os funcionários que estão tendo esse desconto, o que fazem quando o atendimento é suspenso? Pagam médico, exame e internação particular? Não, vão para o SUS. Na interminável fila da própria Santa Casa. Alguns com câncer, por exemplo, ou com necessidade de tratamentos contínuos.

     

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    Mais que infelizmente, por falta de planejamento ao longo dos anos, quem mais perde com esse atende-não-atende são os servidores, que tem um plano de saúde próximo aos melhores do mercado, mas que, mesmo que paguem em dia, não se sustenta mais sozinho e nem tem como cobrir os milhões que deve, sem socorros anuais da Prefeitura.

    Não analiso como torcida ou secação, mas em cima dos fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos: nesta Quaresma, só um milagre para ressuscitar o Ipag Saúde.

    É como dizia o Millôr: Deus dá o frio para quem não tem dentes.

    Bárbara Maix sabia.

     

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