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    David Almansa, presidente do PT

    A esquerda que ’só se une na cadeia’ e a laranja do Bolsonaro

    por Rafael Martinelli | Publicada em 11/02/2019 às 13h48| Atualizada em 12/02/2019 às 23h09

    David Almansa, presidente e estrela ascendente do PT de Cachoeirinha, criticou a leitura sobre a pesquisa divulgada pelo prefeito Miki Breier (PSB) no Seminário de Gestão, mostrando uma aprovação ao governo de mais da metade dos entrevistados.

    Trouxe o gráfico da melhora de percepção sobre o “rumo certo” ou “rumo errado” no artigo Maioria aprova governo Miki, diz pesquisa, publicado neste domingo no Seguinte:. Assim que distribuí a informação, Almansa instantaneamente contestou pelo WhatsApp.

    – É uma metodologia enganosa: estar ou não no rumo certo não é o mesmo que aprovar o governo Miki – interpretou o sociólogo e, por isso, familiarizado, pelo menos academicamente, às pesquisas.

    – Não vi o todo da pesquisa, mas se for esta a questão central, é uma forma utilizada na estatística de torturar os números e fazê-los falar aquilo que queremos ouvir – criticou.

    Comento.

    Inspirador o “torturar” usado por Almansa. Fez-me lembrar de máxima da época da ditadura: “a esquerda só se une na cadeia”.

    Em Cachoeirinha, desde que o grupo de José Stédile – eleito, reeleito e depois fiador de dois governos de Vicente Pires e agora de Miki – saiu do PT para bombar o PSB, personagens dos dois partidos são inimigos de infância. A briga paroquial traduz bem um comportamento que, como um vício, repete-se nacionalmente na esquerda, ou o centro-esquerda, ou entre aqueles partidos que, pelo menos em seus estatutos, trazem referência a ideários canhotos. Mesmo sem mandatos, é possível inscrever o PT como principal oposição a um governo que tem na base e nos cargos indicados no governo todos os partidos com cadeira na Câmara de Vereadores. Registre-se: um governo do PSB, cuja sigla significa Partido SOCIALISTA Brasileiro.

    Onde quero chegar?

    Com a onda do bolsonarismo em Cachoeirinha, onde o ‘mito’ fez sete a cada dez votos, não seria racional uma convivência menos belicosa das forças ‘progressistas’? – traduza-se o ‘progressistas’ pelo que, certamente, Almansa ouvia na Ufrgs, como um arcabouço para os partidos de esquerda, centro-esquerda e, pelo menos nos costumes, também os verdadeiros liberais ou libertários.

    Vamos aos fatos, os chatos que atrapalham argumentos pré-concebidos.

    Por que considerar como uma cisão irreparável com o governo Miki aquilo que, para quem faz política entre a ponte a 59, mais une o PT e o PSol de Pedro Ruas, morador da rua da Prefeitura, que é a contrariedade ao pacote apresentado pelo prefeito e aprovado pelos vereadores na ‘manhã da cadeiradas’ cortando o que para uns eram ‘direitos’, para outros ‘vantagens’ e para mais alguns ‘privilégios’ do funcionalismo? Ou então os episódios de atraso e parcelamento de salários também molotovizados pelos dois partidos?

    Quem se presta a dar uma olhada nos números da Prefeitura ‘pós-Souza Cruz’, que em 2016 gastava 80% com a folha, baixou para 70% em 2017 e 60% em 2018, pelo menos desconfia que Miki apresentou seu ‘pacotaço’ não por ‘vontade política’, mas por necessidade. Fato é, também, que se sobre o PSol não há telhado a quebrar, já que não governa municípios populosos, o PT de Ary Vanazzy, em São Leopoldo, enfrenta suas dificuldades de caixa e pedras também voam vindas dos servidores municipais. Lá, junto aos partidos mais à direita, é o PSol quem ataca o prefeito petista.

    Assim, foi por esporte o desgaste de Miki e Vanazzy? Eu optaria pelo “não”.

    Adaptando para assuntos sempre em voga na Guerra Ideológica Nacional e as metralhas de teclados no Grande Tribunal das Redes Sociais, há pontos de convergência entre eles. Ou o PT e o PSol não gostaram quando Miki apoiou a Parada Gay? Ou então quando Miki acolheu venezuelanos? Ou quando Miki criticou a saída dos médicos cubanos? Ou quando Miki critica Bolsonaro? Ah, mas Stédile, o José, irmão do João Pedro, do MST, votou pelo impeachment de Dilma. Pesado, mas a política também é uma comunhão de ódios.

    Ao fim, o pragmatismo dos partidos do centro à extrema direita é uma eterna utopia para os canhotos do outro lado da ferradura. Nem me refiro a Lênin e o “esquerdismo, doença infantil do comunismo”, que acredito Miki, Almansa e Ruas já leram, porque hoje, em verdade, a ideologia do discurso sobre o caixote resta cada vez mais digerida por macro, ou micro disputas de poder e brigas das burocracias cartoriais que viraram os partidos.

    Se o bolsonarismo não descollorir em dois anos, a impossibilidade de uma aproximação entre Miki, Almansa, Ruas e, forçando a mão, Ana Fogaça, pode ser o início do fim da ideologia mais à esquerda governando Cachoeirinha. Arrisca simpatizantes do ‘mito’ colocarem uma laranja para concorrer e a fruta ganhar a Prefeitura em 2020.

     

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