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GRAVATAÍ, 16/02/2019

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    Mary Barra, CEO da GM, e o presidente dos EUA Donald Trump | Foto ARQUIVO

    Trump, Gravataí, almoço e marmita de graça; o futuro da GM

    por Rafael Martinelli | Publicada em 05/02/2019 às 16h46| Atualizada em 11/02/2019 às 12h05

    Reportagem da CNN norte-americana revela que a General Motors programa a demissão de 4 mil funcionários, o que antecipa ser alvo de cobrança pelo presidente Donald Trump no discurso sobre o Estado da União, a partir da zero hora desta quarta-feira.

    Vamos às informações e depois comento sobre os reflexos em Gravataí, infelizmente fazendo jornalismo – mas como advocatus diaboli e não caça-cliques – quando tudo parecia resolvido após a GM Mercosul anunciar a retirada das propostas de reduzir salários e benefícios nas fábricas gaúcha e paulista.

    O caso não é tranquilo como uma pescaria no Pantanal.

    Na reportagem que traduzo trechos abaixo, prestem atenção no que se refere ao carro elétrico e ao ‘compartilhamento’, com o perdão do sarcasmo, o ‘ponto de combustão’ dos cada vez mais improváveis investimentos a longo prazo da montadora na América Latina.

    Conforme a CNN Business, as demissões fazem parte de uma redução de 15% nos empregos na América do Norte que a montadora anunciou pela primeira vez em novembro, quando comunicou os planos de fechar quatro fábricas nos EUA e uma quinta no Canadá.

    A reportagem explica que os cortes de empregos e o fechamento de fábricas “fazem parte da redução contínua de custos para liberar 6 bilhões de dólares anualmente para investir em uma nova geração de automóveis, como veículos elétricos e autônomos” e também “um esforço para desenvolver um serviço de compartilhamento que permitirá que a GM ganhe mais dinheiro com a venda desses pacotes para os clientes em vez de veículos”.

    (Abro parênteses para explicar esse ‘compartilhamento’: é um sistema chamado Maven, lançado ano passado nos Estados Unidos e que é semelhante ao aluguel de veículos, com a diferença de permitir que o usuário fique com o carro apenas por algumas horas – grosseiramente, como aquelas bicicletas que você aluga em Porto Alegre usando seu cartão).

    Voltemos à reportagem, que relata que “o movimento enfureceu Trump, que repetidamente criticou a CEO da GM, Mary Barra, pela decisão” e, “em sua repreensão à GM, concentrou-se nos fechamentos em Ohio, um estado que ele ganhou nas eleições de 2016”, apesar da empresa ter anunciado planos para instalações em Maryland e Michigan.

    Conforme a CNN, Trump disse que “a empresa enfrentaria punição pelos fechamentos, que incluíam uma fábrica em Lordstown, Ohio, que pessoalmente prometeu reviver durante a campanha de 2016.

    O próprio presidente admitiu que foi “muito duro” com Mary Barra em um telefonema depois que a empresa anunciou os fechamentos, e se referiu ao dinheiro federal de resgate que a empresa recebeu em 2008:

    – Você sabe, os Estados Unidos salvaram a General Motors, e para ela tirar essa empresa de Ohio não é bom – disse Trump, que se compadeceu com o fechamento em uma série de telefonemas ao colega canadense Justin Trudeau, além de afirmar, sem um comunicado oficial da montadora, que a GM anunciaria em breve “medidas para neutralizar o efeito do fechamento das usinas”, embora essas ações ainda não estejam claras.

    No discurso do Estado da União de hoje, que é a principal manifestação da Presidência ao Congresso, Trump deve divulgar seus sucessos econômicos. Um alto funcionário do governo antecipou que o tema do discurso será “Escolhendo a grandeza”. Conforme a análise da CNN, “no geral, Trump está presidindo um fortalecimento da economia americana” e “os números mostram que mais de 300.000 empregos foram criados em janeiro”. Mas, conforme o artigo, “as tensões comerciais e a ansiedade econômica global levaram algumas empresas a repensar seus planos de negócios e provocaram preocupações sobre o risco de uma desaceleração”.

    A reportagem lembra que o timing das demissões foi relatado pela primeira vez pelo Detroit News – o que fez explodir a crise também na América Latina, com comunicados como o do presidente da GM Mercosul Carlos Zarlenga aos funcionários da fábrica de Gravataí. A partir desta segunda, a empresa já estaria propondo a 18 mil funcionários pacotes de demissão voluntária, conforme a CNN, e planejando até “8.000 cortes de empregos com demissões involuntárias”.

    Comento.

    Nesta segunda o Seguinte: trouxe, na reportagem GM garante investimentos na fábrica de Gravataí, de Silvestre Silva Santos, a confirmação de que o R$ 1,4 bilhão de investimento previsto para Gravataí está garantido, da mesma forma que o total de R$ 13 bi, do ‘show do bilhão’, do plano de investimentos anunciado para o Brasil, em 2017, para aplicação entre 2014 e 2019.

    Conforme a GM, o que estaria sob condições seria o aporte de outros R$ 10 bilhões, dinheiro programado para ser investido entre 2020 e 2024. E as condições são, justamente, o resultado das negociações que já começaram a ser feitas em quatro frentes: trabalhadores, concessionários, fornecedores e governantes.

    – A GM está negociando condições de viabilidade para o novo e adicional investimento de R$ 10 bilhões no período de 2020 a 2024. Caso as negociações tenham sucesso, a GM investiria R$ 23 bilhões entre 2014 e 2024 (R$ 13 bilhões de 2014 a 2019 e R$ 10 bilhões de 2020 a 2024) – diz nota da companhia.

    Como já tratei no artigo Se precisar fechar, GM fecha, “there’s no free lunch, muito menos free marmita”. Se as negociações de incentivos fiscais com os governos de São Paulo e, em escala menor, do Rio Grande do Sul, não ajudarem a acelerar a recuperação dos prejuízos que a montadora alega ter na América do Sul – os resultados financeiros devem ser divulgados nesta quarta-feira, conforme a GM, com ganhos mundiais menores e prejuízo nos últimos cinco anos na América Latina – e não houver um acordo de redução de margem de lucro das concessionárias e a aceitação das medidas propostas aos trabalhadores das fábricas paulistas e de Gravataí, poderemos estar caminhando para uma despedida gradual da GM do país nos próximos dez anos.

    Vamos aos motivos. O ‘carro elétrico’ é a chave, porque significa mercado futuro.

    Com a pressão de Trump por empregos domésticos, a matriz em Detroit pode deixar as fábricas latinas de fora dos planos de produção de veículos com a nova tecnologia. A esperança regional era de produção de um carro elétrico, em Gravataí inclusive. O modelo atual, de combustão, tem prazo de validade e, atualmente, as vendas na América Latina representam apenas 5% do mercado da GM.

    Difícil alguém que teve acesso aos números, colocados na mesa pelos executivos da montadora a governos e sindicalistas, ter ainda esperança de que, em caso de fechamento das fábricas de São Paulo, possa ocorrer uma concentração de investimentos em Gravataí. Os dois produtos locais, o Onix e o Prisma, mesmo líderes de mercado, em escala não compensariam a saída de circulação de seis modelos produzidos em São Caetano do Sul e São José dos Campos, ou cobririam prejuízos da fábrica de Rosário, na Argentina.

    Além da pressão de Trump, ‘atrapalham’ o investimento na tecnologia do ‘carro elétrico’ na América do Sul o fato dos maiores mercados estarem nos EUA, Europa e Ásia; a diferença na carga de impostos no Brasil (45%) e Argentina (19%), frente uma cobrança na nota de 9% nos EUA e Europa e 5% na China; além dos encargos trabalhistas na região – o que propõe ‘reestruturar’, por exemplo, nas 21 pautas ‘sugeridas’ para o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, praticamente as mesmas sinalizadas para um acordo coletivo com os trabalhadores de São Paulo.

    Não dá para tratar como ameaça da GM, porque a montadora não precisa fazer isso; e o prefeito foi feliz ao não esconder, em entrevista ao Seguinte:, que a pressão vinda da matriz em Detroit “não é blefe”. Marco Alba fez uma mediação, elogiada pelos sindicalistas, que agora tem o papel de analisar o cenário e aceitar ou não o início do fim da produção em Gravataí.

    Pode-se não falar mais nisso até 2020. Mas, repito o alerta, principalmente aos últimos românticos que não entenderam o mercado globalizado em que negocia a GM: “there´s no free lunch” e nem “free marmita”.

    Resumindo numa tuitada, como está na moda:

    – Se não tivermos investimentos da GM na tecnologia do carro elétrico, filhos e netos que se preparem.

     

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