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    eleições 2018

    OPINIÃO | Na eleição do ’contra o que está aí’, perderam os políticos tradicionais

    por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 08/10/2018 às 17h45| Atualizada em 17/10/2018 às 12h09

    DAS URNAS #1 | Após a cobertura 'minuto a minuto' de domingo, o Seguinte: traz a partir de hoje análises, números, fotos, vídeos e links relacionados às eleições de 2018, com foco em Gravataí e Cachoeirinha. 

     

    Na eleição do ‘contra tudo que está aí’, as lideranças tradicionais da região mediram nas urnas o ódio à política do pós-lavajatismo, onde para o eleitor, igualando todos, Lula e Bolsonaro se tornaram os melhores.

    Gravataí e Cachoeirinha, onde o ‘mito’ fez seis em cada dez votos, confirmam um retrato do Brasil, ao analisarmos os números da disputa para presidência, governo do estado e por vagas na assembléia legislativa e câmara federal.

     

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    Em Gravataí, o vereador Dimas Costa foi quem melhor encarnou o ‘Bolsonaro’, apesar de, com eleitores que vão de bolsonaristas a professores identificados mais com o centro e a esquerda, fugir da pergunta sobre quem apoia. Foi o candidato a deputado estadual mais votado, com 18.013. São 5.300 a mais que Patrícia Alba, primeira-dama que fez 12.713 em sua primeira campanha como candidata oficial do governo.

    Do ‘contra’, Dimas faz oposição ao governo Marco Alba (MDB), ao governo José Ivo Sartori (MDB) – mesmo que seu PSD tenha como vice José Cairoli – e ao governo Michel Temer (MDB). Sua origem petista parece ter sido apagada como um post de facebook na timeline do eleitor, no momento em que rompeu com outro veterano, o ex-prefeito Daniel Bordignon (PDT).

    Fenômeno nas redes sociais da aldeia, como Bolsonaro, Dimas teve a página no face com o maior envolvimento entre os candidatos à assembléia legislativa.

    Entre os federais de Gravataí, o outsider foi Rodrigo Galatto (PPS), o ‘herói da Batalha dos Aflitos’ que o único envolvimento com eleições que tinha era ler o jornal da frente, onde fica a coluna política, para trás, na editoria de esportes. Em sua campanha de estréia fez 6.107 votos.

    Em Cachoeirinha, o estadual mais votado foi Deoclécio Mello (Solidariedade): 6.668. É político profissional, vereador e governo desde sempre, mas historicamente é afastado a boa distância dos círculos de influência do poder.

    Evandro Soares, do DEM de Onyx Lorenzoni, já anunciado ministro da Casa Civil caso Bolsonaro vença a eleição, merece um capítulo a parte, na próxima análise. Suplente ao senado de Carmen Flores, dentro da institucionalidade é o número 1 do bolsonarismo em Gravataí.

     

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    Já Marco Alba, prefeito reeleito da maior prefeitura do MDB no estado governado por Sartori, não conseguiu repetir a estratégia que o fez o segundo deputado estadual mais votado em 2010, com 82 mil votos – a sua maioria no interior. Em Gravataí, Patrícia Alba ficou abaixo dos 15.070 que o marido fez em 2010 e dos 15.620 de Levi Melo, candidato do partido em 2014. Um atenuante são os 1597 votos que fez na aldeia o ex-chefe de gabinete de Marco na assembleia, Juvir Costella, um débito possível de ser feito da conta eleitoral da primeira-dama.

    Jones Martins – que enfrentou um ano e meio de um mandato de perdas, pelo papel de protagonista na defesa de Temer contra o impeachment, e ganhos, pelo sacrifício ter-lhe rendido influência para liberar um volume de emendas maior do que nunca para Gravataí – estacionou em 15.061 votos. Em 2014 tinha feito 14.394 na cidade.

     

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    Ex-casados, mas novamente juntos politicamente nesta eleição, o prefeito de Cachoeirinha Miki Breier (PSB) e a ex-vereadora – e candidata a prefeita de Gravataí nas últimas três eleições – Anabel Lorenzi (PSB) não conseguiram transferir votos para o ‘primeiro ministro’ do governo, Juliano Paz, candidato identificado com as duas cidades. Na eleição a deputado estadual em 2010, Miki fez 13.234 em Cachoeirinha e 8.305 em Gravataí. Em 2014, fez 10.315 em Cachoeirinha e 6.506 em Gravataí. Concorrendo a federal no mesmo ano, Anabel fez 17.749 em Gravataí e 1010 em Cachoeirinha. Em 2018, Juliano recebeu 3.826 em Cachoeirinha e 2.697 em Gravataí.

    José Stédile, único federal eleito pela região nas duas eleições anteriores, perdeu a vaga. Fez na Cachoeirinha em que foi prefeito 20.446 em 2010, 20.254 em 2014 e despencou para 8.192 em 2018. Na ‘contagem de corpos’ da guerra silenciosa com Miki, só perdeu menos porque seu candidato preferencial, o ex-prefeito Vicente Pires, fez mais votos que Juliano: 5.002. Um dobrada 'alternativa' de Juliano, além da ‘formal’, com Stédile, pode ter custado o terceiro mandato ao ex-prefeito: Diza Gonzaga fez 2.890 votos entre Cachoeirinha e Gravataí. Num exercício de futurologia pretérita, dá para projetar que se fossem transferidos para Stédile o fariam chegar aos 55.038, superando a última eleita pelo PSB, Liziane Bayer, 52.977.

    Pedro Ruas, morador de Cachoeirinha, perdeu a vaga na assembléia para Luciana Genro e com apenas 1.606 votos na cidade vê mais distante a idéia de concorrer à prefeitura em 2020 e transformar o município em um laboratório para mostrar que o PSol sabe governar e não só fazer oposição.

    Ainda entre os políticos mais conhecidos, quem perdeu milhares de votos foi Daniel Bordignon. Pelo menos na análise exclusiva de 2018, sai mal das urnas, já que sua estratégia só poderá ser avaliada como correta se a esposa vereadora Rosane Bordignon chegar a 2020 com pelo menos 44 mil votos (que fez para prefeitura), que parece ter escolhido preservar com a desistência da candidatura a deputada estadual no último dia de prazo.

    Por duas décadas, Daniel Bordignon foi um ‘Grande Eleitor’, com transferências de votos que em Gravataí influenciaram nas votações de federais que eram apoiados por ele como prefeito, ou como sua dobradinha, em 2006 – Manuela D Ávila (PCdoB), 18.965 e Paulo Pimenta (PT), 7.201 – e em 2010 e 2014, com Ronaldo Zulke, 9.145 e 6.586. Ele próprio, Bordignon, fez em Gravataí 35.302 em 2010 e 19.027 em 2014, concorrendo a estadual.

    Na eleição de domingo, seus candidatos tiveram votações constrangedoras em Gravataí. O candidato a estadual, Mauro Zacher, fez 896. O federal, Afonso Motta, 403.

    Se o PT de Gravataí, que sente o ‘golpe das urnas’ desde o golpeachment que tirou Rita Sanco do poder em 2011, nem candidato local tinha nas eleições de 2018, em Cachoeirinha as lideranças tradicionais do partido também perderam espaço. Os candidatos do casal Leonel Matias e Aline Cruz fizeram 1.019 a federal (Henrique Fontana) e 347 a estadual (Zé Nunes). Estrela em ascensão, David Almansa foi segundo federal mais votado na cidade (3.202) e sua dobrada a estadual, Tarcísio Zimmermann, fez 1.424.

     

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    Como numa placa de petri, os números de Gravataí e Cachoeirinha servem de amostra para a realidade das votações em todo Brasil. Sem a necessidade de avaliar se isso seria bom ou ruim para o país, ou para suas biografias, faça um exercício: observe nas redes sociais os comentários e avatares dos apoiadores dos dois (quem em suas colinhas não tinham preenchido o voto para presidência da república) e concorde ou não com o jornalista.

    – Se Patrícia Alba e Dimas Costa, que ficaram como suplentes, tivessem aberto voto para Bolsonaro, ambos estariam eleitos.

    Bolsonaristas de alta patente, Tenente Coronel Zucco fez 5.440 votos, Ruy Irigaray 3.503. Só devem ter passado por Gravataí quando dirigiam para a praia pela freeway.


    Assista a eleição em vídeo

     

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