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GRAVATAÍ, 17/10/2018

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    eleições 2018

    Políticos do MDB e PSB de Gravataí e Cachoeirinha promoveram ato em apoio a Sartori, Beto e Fogaça

    10 coisas sobre a foto que mexeu com a política local

    por Rafael Martinelli | Publicada em 10/08/2018 às 17h11| Atualizada em 22/08/2018 às 16h13

    Estão bombando no Grande Tribunal das Redes Sociais as fotos da reunião em que o MDB do prefeito de Gravataí Marco Alba e o PSB do prefeito de Cachoeirinha Miki Breier uniram-se na campanha pela reeleição do governador José Ivo Sartori (MDB) e pela eleição de Beto Albuquerque (PSB) e José Fogaça (MDB) ao senado.

    Em menos de mil palavras, já que a imagem fala por si, o Seguinte: analisa o ato político, suas presenças, ausências e conseqüências.

    Siga.

     

    1.

    Para começar, é preciso listar as personagens principais da foto, além de Beto e Fogaça: do MDB, Marco Alba, os candidatos a assembléia legislativa e câmara federal Patrícia Bazotti Alba e Jones Martins, os vereadores Alan Vieira, Alex Tavares, Clebes Mendes, Eduardo Muller, Paulinho da Farmácia e Nadir Rocha; do PSB, Miki, o candidato a deputado estadual Juliano Paz, a ex-candidata a prefeita Anabel Lorenzi e os vereadores Wagner Padilha, o Tô de Olho no Buraco, e Carlos Fonseca.

     

    2.

    O óbvio: todos estão com José Ivo Sartori, o que logicamente é bom para o MDB. Mas também é estratégico para o PSB. Aliados desde que o gringo tinha 2% na campanha de 2014, os socialistas, que têm duas secretarias e 160 cargos no estado, devem aumentar a participação com uma reeleição do governador, já que o PP aderiu à coligação de Eduardo Leite (PSDB).

     

    3.

    Todos estão com Beto Albuquerque, o que é bom para o PSB. Quem conhece política sabe que José Fogaça é um figurante de luxo frente à preferência da coligação pelo líder socialista, que perdeu a eleição à presidência estadual para José Stédile, mas menos de um ano depois já mostrou quem é o dono da bola no partido. A coligação com Sartori e o veto à candidatura de José Fortunati ao senado são dois exemplos.

     

    4.

    O prefeito Marco Alba (MDB) mostra força ao aglutinar na campanha da reeleição de Sartori grandes lideranças de um partido que, se não lhe faz uma oposição pesada, não participa do governo em Gravataí.

     

    5.

    O grupo de Miki Breier (PSB) mostra força não só em Cachoeirinha. Ao lado de seu número 1, Juliano Paz, que tem um pé em cada município, o prefeito traz para a campanha de Sartori até Anabel Lorenzi (professora que disputou as três últimas eleições contra Marco), além de dois dos três vereadores eleitos: Wagner Padilha, já há mais tempo, e agora o disciplinado Carlos Fonseca, que retirou até assinatura de CPI contra o governo para não constranger Beto e o partido.

     

    6.

    Como na política vale a Lei de Newton, e dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, quando o grupo de Miki, Paz e Anabel sobe, cai a influência regional do grupo dos ex-prefeitos José Stédile e Vicente Pires que, mesmo candidatos a deputado federal e estadual, não estavam presentes.

    Em Gravataí, confirma o isolamento do presidente municipal Paulo Silveira. O vereador ganhou a eleição no PSB, contra Anabel, em uma aliança com Carlos Fonseca e Wagner Padilha. Os dois mudaram de lado.

    Paulo não foi nem convidado para o ato da foto.

     

    7.

    A aproximação sinaliza um pacto de fraternidade entre as candidaturas ‘oficiais’ dos governos de Gravataí – Patrícia Bazotti Alba a deputada estadual e Jones Martins a federal – e de Cachoeirinha: Juliano Paz para assembléia legislativa.

     

    8.

    2020 é logo ali e, apenas um ano depois de Anabel Lorenzi (PSB) ter enfrentado Marco na terceira eleição consecutiva para a prefeitura, a foto indica que a distância entre MDB e PSB diminuiu e insinua um ‘remember anos 2000’: em 2004 e 2008 os socialistas, com Juliano Paz, indicaram a vice de Marco Alba e Jones Martins.

    Já há no meio político quem aposte na entrada do PSB no governo Marco e até na composição da mesa diretora da câmara para os próximos dois anos.

    A mesma projeção vale para a reeleição de Miki em Cachoeirinha, mantendo a aliança que o elegeu com um vice do MDB, Maurício Medeiros.

     

    9.

    Novamente a Lei de Newton: ao se aproximar do MDB, o PSB se afasta do grupo de Daniel e Rosane Bordignon, adversários de Marco no GreNal político da aldeia. Os ‘Bordignons’ sonhavam com uma aliança com os socialista – o que já tentaram na eleição anulada de 2016 e na eleição suplementar de 2017.

    O carro do vizinho Paulo Silveira, que seguidamente estaciona na frente da residência do casal no Parque dos Anjos, e a presença do vereador e presidente do partido no aniversário de Bordignon no último sábado, são apenas alguns dos indícios de que a amizade vai além da canastra.

     

    10.

    Como o universo, a política também está em constante expansão. E a supernova de hoje ilumina lá na frente. No caso, em 2022. As caras de sempre envelheceram no cenário político gaúcho e Marco Alba, apesar dos 59 anos, está entre as novidades cotadas para a eleição ao governo do estado em 2022.

    O prefeito terá no currículo, além dos três mandatos de deputado estadual (um deles como o segundo mais votado do Rio Grande do Sul, com 82 mil votos), o legado de oito anos administrando a quarta economia gaúcha. Elegendo a primeira-dama deputada, ajudando a reeleição de Sartori e fazendo o sucessor em 2020, talvez não encontre adversário no MDB.

    A ajuda de Miki e do PSB é muito importante para essa confluência de fatores.

     

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