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    obras públicas

    OPINIÃO | Não é loucura construir uma prefeitura nova

    por Rafael Martinelli | Publicada em 27/06/2018 às 18h46| Atualizada em 05/07/2018 às 17h14

    Até o fim do ano, o prefeito Miki Breier (PSB) pode dar início às obras de construção de uma nova prefeitura em Cachoeirinha, numa área de seis mil metros quadrados, pertencente ao município, ao lado do prédio atual.

    A projeção foi feita ao Seguinte: por Gilson Stuart, secretário de modernização administrativa e gestão de pessoas. Entusiasta da obra, o administrador espera até o dia 20 de julho inscrições para o concurso de projeto arquitetônico básico e planilha orçamentária estimativa.

    – Muitos podem dizer que uma obra dessas em meio à crise é coisa de louco. Mas é só fazer as contas para perceber que é um investimento possível, que se pagará no futuro e vai permitir um melhor atendimento. A prefeitura sairá do aluguel – resume.

    Às contas.

    A estimativa extraoficial é que a nova prefeitura, com capacidade de ocupação de 300 pessoas, custe R$ 10 milhões. O gasto com aluguéis da atual sede e da secretaria de saúde – que também funcionaria no prédio – chega perto de R$ 1 milhão por ano. Aí estaria o grosso da economia.

    Outra fonte de redução de despesas seria o aproveitamento de recursos naturais, como o reuso de águas pluviais, ventilação e iluminação natural, sistema de energia solar, etc., exigidos no edital do projeto arquitetônico, junto à acessibilidade para pessoas com deficiência – o que hoje é uma vergonha em Cachoeirinha.

    Mas, de onde tirar dinheiro, se o prefeito poucas obras consegue fazer e não esconde de ninguém que precisou congelar salários do funcionalismo para tentar evitar novos atrasos?

    De duas fontes, conforme Gilson: a venda da folha de pagamento e a venda de áreas públicas.

    A negociação da folha, que envolve 3,2 mil funcionários da ativa e cerca de 500 aposentados, já rendeu R$ 3,5 milhões em 2012. O contrato com a Caixa Federal vence em julho. O lance mínimo do novo leilão será de R$ 5 milhões. O edital, aberto também para bancos privados, já está pronto para ser publicado.

    Os outros R$ 5 milhões viriam da venda de áreas do município, a maior delas de 70 mil metros quadrados, no Jardim do Bosque, permutada na negociação com o Cruzeiro. Um projeto já está na Câmara e, com a esmagadora maioria governista, deve ser aprovado com facilidade. A ideia é abrir leilões assim que houver a autorização dos vereadores.

    Ao fim, se o dinheiro dos leilões aparecer, Gilson estará certo. Não é coisa de louco construir uma prefeitura nova.

    É opção de governo.

    De difícil convencimento para a maioria das pessoas, arrisco. 

    É bom tema para tirar a febre nas lives que o governo faz no Facebook.

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