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GRAVATAÍ, 28/02/2020

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    coronavírus

    Lisiane e Paulo Henrique: casal está em Gravataí visitando familiares e garante que a qualidade de vida na China é excelente apesar do regime de governo ser comunista.

    Coronavírus: O casal de Gravataí que veio e vai voltar para China

    por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt | Publicada em 04/02/2020 às 16h45| Atualizada em 13/02/2020 às 16h45

    As famílias de ambos moram em Gravataí. Mas o casal Lisiane e Paulo Henrique mora na China. Em Shenzhen, a cerca de mil quilômetros da cidade de Wuhan, o epicentro de uma doença que vem chamando cada vez mais a atenção das autoridades de saúde do mundo inteiro, o novo coronavírus.

    Ela é a fisioterapeuta Liziane Ramos, e ele é o ex-jogador de futebol, com passagens pelo Internacional e Grêmio entre vários outros times do Brasil e do exterior. Ela, mãe de Pedro. Ele, pai de Diego. Liziane é conhecida em Gravataí por ter sido fisioterapeuta na academia Água Viva, por 23 anos.

    Eles estão em férias no Brasil há quase 20 dias, e retornam para a China no começo do mês que vem. Não vieram fugindo de um possível contágio com o vírus, e ambos asseguram que não têm medo da doença embora admitam que, de volta ao país, vão seguir como sempre fizeram todos os protocolos de segurança sanitária.

    Lisiane nasceu em Santo Antônio da Patrulha e foi trazida para Gravataí aos três anos, quando os pais mudaram para a cidade, na altura da parada 73 da avenida Dorival de Oliveira, na rua Souza Lobo. Estudou no Colégio Dom Feliciano e cursou Fisioterapia na Feevale, onde pegou o canudo  no ano de 1996.

    Há cerca de três anos vivendo de forma efetiva na China, ela diz que se habituou aos costumes, garante que ama o país e Shenzhen, a cidade em que vive ao lado de mais de 12 milhões de habitantes, com uma economia muito focada em empresas de alta tecnologia.

    Não fala chinês, mas se obrigou a conversar bem em inglês e garante que o papo rola solto quando se reúne com outros brasileiros, já que são muitos os conterrâneos verde-amarelos que moram por lá. E revela que tem problemas com a gastronomia do povo chinês, principalmente por causa do excesso de pimenta usada na comida.

     

    De mala e cuia

     

    A fisioterapeuta esteve na China pela primeira vez em 2015, quando foi conhecer a cidade em que iria morar, juntamente com o filho. Como Pedro necessitava concluir o Ensino Médio, voltou para o Brasil. A mudança, de mala e cuia e pacotes de erva-mate, feijão e farinha de mandioca se deu mesmo em 2017.

    Foi quando passou a morar em Shenzhen com o marido. Aliás, história curiosa! Assegura o dito popular - e machista! - que muitas mulheres pegam o homem “pelo estômago”. No caso de Lisiane, ela pegou Paulo Henrique pela perna. Já se vão 10 anos. Ele, lesionado, necessitava de fisioterapia para completar a reabilitação. Daí... Isso foi ainda em Gravataí.

    Hoje o casal vem pelo menos uma vez por ano ao Brasil para matar a saudade dos familiares que moram na aldeia dos anjos. Ela não alimenta planos de voltar para o Brasil. E desfia um rosário de argumentos, especialmente relacionados à cultura e à segurança que têm.

    O regime governamental comunista não é um problema.

    Mesmo com as limitações impostas ao uso da www – rede mundial de computadores, especialmente quanto aos aplicativos populares e de uso generalizado no resto do mundo como Facebook e WhatsApp, garantem que se comunicam frequentemente com a família.

    --- Nunca tivemos problemas. As vezes eles bloqueiam o VPN, que é o principal aplicativo de conexão e que faz as vezes do whats, mas mesmo assim a gente consegue se comunicar com os familiares e amigos --- conta Paulo Henrique.

     

    Confira no vídeo a conversa de Lisiane e Paulo Henrique com  a reportagem do Seguinte: sobre coronavírus e a vida na China. Clique na imagem abaixo e, depois, siga na matéria.

     

    O coronavírus

     

    Lisiane e Paulo Henrique vieram para o Brasil antes de eclodir mundo afora o coronavírus. Não o vírus propriamente dito, mas as notícias acerca do que poderia vir a ser uma epidemia, quem sabe uma pandemia – mundial. Ela e o filho Pedro vieram no dia 17 de janeiro. Ele chegou dia 19.

    --- Cheguei aqui dia 17, bem quando começaram as notícias sobre o coronavírus em Wuhan, o epicentro da doença. Não chegamos a enfrentar nenhuma medida restritiva de circulação ou de qualquer outro tipo --- diz Lisiane.

    Ela também afirma que o que chega ao ocidente, relacionado a China, ao modo de vida e de alimentação dos chineses, bem como em relação ao coronavírus, em grande parte é uma “grande mentira”.

    --- Tem muita fake news, vídeos antigos que as pessoas distribuem como sendo atuais, informações totalmente distorcidas. É preciso ter cuidado? Claro que sim. Se não prevenir fica mais fácil de o vírus se disseminar --- diz ela.

    E conta que as medidas protetivas incluem o uso de máscara de modo quase permanente entre a população, intensificação dos hábitos de higiene (especialmente das mãos) e providencias como, por exemplo, disponibilizar papel nos elevadores para que o botão do andar seja acionado com o dedo protegido.

    Além disso, campanhas de orientação são sistematicamente veiculadas, e as ruas que são sistematicamente lavadas, agora também estão sendo desinfetadas.

     

    PARA SABER

     

    1

    Shenzhen, a cidade onde moram Paulo Henrique e Lisiane, com os filhos Pedro e Diego, tem cerca de 12 milhões de habitantes e apenas 40 anos desde sua fundação.

     

    2

    Surgiu como uma vila de pescadores e hoje se destaca como um centro tecnológico, com muitas empresas especializadas na fabricação de produtos  voltados à tecnologia da informação e comunicações.

     

    3

    Paulo Henrique mora na China desde 2014, quando foi jogar em um time de futebol de Hong Kong, o Istam. Por lá, também defendeu a camisa do Rangers.

     

    4

    Ele, hoje, é ex-atleta dos gramados e proprietário de uma escolinha de futebol, onde ensina arte do drible e o caminho do gol para uma garotada de até 16 anos.

     

    5

    Além da dupla Inter e Grêmio, já jogou como meio campista em diversos outros times do Brasil e de outros países, como Japão, Portugal, Uruguai, Equador e Colômbia.

     

    6

    Lisiane mora em Shenzhen desde 2017, é fisioterapeuta em uma unidade de saúde do governo e trabalha na área de estética em uma clínica privada.

     

    7

    A vaga na unidade governamental surgiu também da necessidade de o governo de ter uma fisioterapeuta que falasse português, para atender à comunidade brasileira.

     

    8

    Os filhos de ambos – Diego do primeiro relacionamento de Paulo Henrique e Pedro do primeiro casamento de Lisiane, também moram na China, atualmente.

     

    9

    Ambos já dominam o idioma, falam mandarim, e cursam a universidade. Diego é casado e Pedro está iniciando na carreira de jogador de futebol.

     

     

     

     

     

     

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