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    Fogos de artifício são o horror de cães, gatos e pássaros

    Fogos pra quê?; acidentes e dor para autistas e animais

    por Redação | Publicada em 24/12/2019 às 13h21| Atualizada em 02/01/2020 às 13h40

    Responsáveis por espetáculos nos céus, os fogos de artifício são uma ameaça para quem os utiliza sem os equipamentos de segurança necessários. Acidentes que levam à amputação, queimaduras de todos os graus e até a morte já foram registrados nas festividades de final de ano. Dados do Ministério Público mostram que acidentes envolvendo foguetes e rojões triplicam nessa época do ano.  Além disso, também afetam pessoas com autismo e até os animais.

    Coordenadora do Pronto Atendimento 24h (PAM 24H), Paola Almeida orienta o que fazer caso ocorra algum acidente.

    – O PAM 24h não é um Centro de Referência em Queimados, não possuímos cirurgião plástico nem Unidade de Queimados. Atendemos os pacientes e prestamos os primeiros socorros, mas a referência para esse atendimento é o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e Hospital Cristo Redentor, ambos em Porto Alegre – informa.

    Após esse atendimento é feito o contato com os centros de referência e a transferência do paciente.

    O uso dos fogos não é proibido nas áreas residenciais. Porém, crianças, jovens ou adultos autistas são mais sensíveis ao som. Durante as festividades, o estampido dos rojões pode causar tremor, ansiedade, movimento estereotipado e agressividade.

    De acordo com Amanda Taiana, terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial (Caps I), as épocas de celebrações são mais difíceis para quem tem autismo.

    – No mês de junho, quando ocorrem as festas juninas, e agora no final de ano são épocas que se deve ter mais cuidado. Justamente por eles serem mais sensíveis aos sons.

     

    Uma atenção extra com os animais

     

    Não são apenas os humanos os prejudicados pelo barulho dos fogos. Os animais também sofrem nas épocas em que os foguetes são utilizados. Donos de uma audição mais aguçada que a do homem, eles ficam estressados com o som alto das explosões. Desmaio, ataques cardíacos, convulsão e até morte são alguns dos problemas observados durante a queima de fogos. O veterinário do Canil Municipal de Gravataí, Delce Rosa, explicou que esses não são os únicos riscos.

    – Na tentativa de fugir do barulho eles podem escapar do pátio e ser atropelados. Acontecem, também, ferimentos quando eles tentam entrar em algum local para fugir do som.

     

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    O que diz a lei?

     

    Gravataí possui uma legislação específica que fala sobre o uso dos fogos. Sancionada em maio de 2013, a Lei nº 3329, proposta pelo Poder Legislativo, proíbe o uso e explosão de fogos de artifício em parques e praças do município.

    De acordo com o artigo 1º da lei, “fica proibido o uso e explosão de fogos de artifício e sinalizadores em parques, estádios, campos de futebol, carreatas e festas de igreja, dentro dos limites do município de Gravataí”.

    A punição para quem infringir a lei é o pagamento de 200 Unidade Fiscal Municipal (UFM), equivalente a R$ 864,00 e a apreensão do material.

     

    ONDE PROCURAR AJUDA

    Durante as festas e feriados o Pronto Atendimento Municipal 24h e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atenderão ininterruptamente. O mesmo ocorre com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que pode ser chamado pelo telefone 192. A emergência do Hospital Dom João Becker também atenderá pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    A Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMMA) fará um plantão de 24 horas, atendendo todas as denúncias de crimes ambientais. Durante o feriado, os atendimentos são realizados pelo telefone: (51) 99999.5799. O plantão da Fiscalização Ambiental também funcionará 24 horas. Para mais informações, basta entrar em contato no telefone: (51) 99733.1286.

     

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