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    homenagem

    Denise dedicou a vida a mostrar a literatura às crianças | ARQUIVO PESSOAL

    Denise, a Medonha, vai virar nome de biblioteca

    por Eduardo Torres | Publicada em 13/08/2018 às 14h21| Atualizada em 17/08/2018 às 14h08

    Na placa, estará gravado: “homenagem a quem foi em vida modelo e incentivadora dos livros e da leitura”. No próximo sábado (18), a biblioteca da Escola Municipal Idelcy Silveira Pereira deixará de se chamar Raio de Luz para ganhar o nome daquela que foi um dos raios mais luminosos na missão de apresentar os pequenos ao mundo encantado dos livros, a pedagoga, prpfessora, escritora, contadora de histórias e turismóloga Denise Pacheco Lopes, a Medonha, para os íntimos da sua arte.

    — Ela trabalhou três anos conosco, em uma turma do pré. Mas o envolvimento dela era sempre muito maior. Seja na contação de histórias ou na promoção de ações para a Feira do Livro. Já trabalhávamos os livros dela em sala de aula antes mesmo de se tornar professora na escola. Ela influenciava a todas nós na missão de aproximar as crianças dos livros e das histórias — diz a diretora da escola, Nóris Lemos.

     

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    A homenagem acontecerá exatamente dois meses depois da morte precoce da Denise Medonha, aos 40 anos, vitimada pelo câncer. Mas nunca é demais lembrar que o artista nunca morre. Deixa sua obra sempre viva. Foi o caso da Denise, que criou a personagem Medonha e deu asas à inventividade. A personagem percorreu os principais pontos turísticos e apresentou Gravataí aos pequenos na obra “Conhecendo Gravataí com a Medonha”, em quatro volumes, cada um com lugares diferentes da cidade. Criou ainda “Cozinhando com a Medonha”, com uma forma animada de mostrar receitas simples e gostosas, daquelas que passam de mãe para filha.

     

    : Denise e Max contando histórias para a criançada da escola Idelcy Silveira Pereira | ARQUIVO PESSOAL

     

    — A vida do artista é sempre aquela espera pelo dia seguinte, pelo reconhecimento da sua arte. Tenho muita felicidade de ver que a Denise conseguiu o reconhecimento ainda em vida, com tantas homenagens, e agora, ser reconhecida no lugar onde ela trabalhou e tinha tanta dedicação, é uma realização — resume o marido e sempre companheiro da Medonha, o artista plástico Waldemar Max.

    Max sempre acompanhou Medonha nas oficinas e contações de histórias e, após a perda, tem mantido o trabalho. Atualmente, mantém uma oficina no Quiosque da Cultura, no centro de Gravataí. As visitas a escolas da região também continuam. Além da homenagem na biblioteca da escola, Denise também dará nome a espaços de contação de histórias, em outubro, nas feiras do livro de Gravataí e Cachoeirinha.

     

    Herança maior que a maternidade

     

    Desde que o Iberê Obi, filho do casal, atualmente com um ano e cinco meses, nasceu, Denise e Max fizeram questão de levá-lo a todos os movimentos culturais que participaram. O pai mantém o hábito. A perda da mãe talvez ainda não tenha sido bem compreendida, mas ele certamente terá um excelente motivo para reconhecer o que a mãe deixou eternizado na cultura da cidade.

    — Vai ser muito forte para ele, quando compreender. Tenho certeza que vai gostar muito e, talvez, amenize a perda, fazendo ele reconhecer a Denise como mais do que a mãe dele. Como uma artista que deixou um grande legado — reflete o pai.

    Durante a homenagem, haverá uma exposição com a obra, também em gravuras e desenhos, da Denise Medonha. Em virtude da homenagem, a escola tem aproveitado os últimos dias para trabalhar mais uma vez os livros da Denise Medonha em sala de aula e em atividades conjuntas com a biblioteca. No fim das contas, o batizado da biblioteca tem mantido viva a atividade de propagar a literatura como a Medonha sempre fez.

    A inauguração da biblioteca sob o nome de Denise está marcada para às 9h de sábado e é aberta à comunidade. A escola fica na Estrada da Cavalhada, 195, no bairro Morada Gaúcha.

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