notcia bem tratada
GRAVATAÍ, 17/06/2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Recomendamos

  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Nossos Clientes
  • Facebook

    esporte

    Daiane Rodrigues marcou três gols na goleada colorada | fotos EDUARDO TORRES

    Vitória de mão cheia do futebol feminino

    por Eduardo Torres | Publicada em 24/05/2018 às 10h53| Atualizada em 29/05/2018 às 18h37

    Havia em torno de 200 pessoas nas arquibancadas no Vieirão. Público que, para o desavisado, pode parecer pequeno em um Gre-Nal, mas, em uma quarta-feira às 15h e diante da verdadeira peregrinação do futebol feminino para decolar no Rio Grande do Sul, foi bem positivo. Em campo, as coloradas atropelaram as gremistas. Goleada por 5 a 1, com três gols de Daiane Rodrigues, um de Daiane Moretti e outro de Shasha. Gabizinha fez o gol de honra tricolor. 

    Mas o que aconteceu na tarde de quarta foi um pouco mais do que só mais um jogo pelo Brasileirão Série A2 de Futebol Feminino. Foi o reencontro do futebol feminino com uma das regiões mais férteis em grandes jogadoras gaúchas. É de Gravataí o Garrincha, time de futsal campeão estadual, e é de Cachoeirinha o Onze Unidos, também campeão estadual, mas no futebol de campo feminino. Foi também uma pequena aula de civlidade no ambiente troglodita do clássico. A maior parte do público, já habituada à luta das meninas para ter o mesmo lugar ao sol que é reservado aos homens no futebol, ensaiava cânticos, gritava, apoiava o seu time e, surpresa, até aplaudia eventualmente as rivais.

     

     

    Em um dos cantos do alambrado, porém, de bandeira do Grêmio amarrada, o grupinho de três "novatos" não entendeu o que acontecia ali. Primeiro puxaram um tradicional grito racista. Foram ignorados. Depois, mais um. Nada de coro. E como aquele guri teimoso em busca de atenção, apelaram para as ofensas às atletas dentro de campo. Aí tev jogadora chamada de trombadinha e mais alguns atributos machistas. Seguiram isolados, ou melhor. Ganharam um beijo do médico do Internacional na saída para o intervalo. E sossegaram.

    Àquela altura, a partida já estava 3 a 0 para o Inter, que desde os primeiros movimentos mostrou a superioridade técnica que se vê na tabela da competição. Foram pouco mais de 20 minutos de muito boa organização defensiva Grêmio contra um envolvente ataque das adversárias. Aos 22, porém, comeou o bombardeio. Foram duas chances claras de gol até que, aos 29, Daiane Moretti chutou forte da entrada da área, a goleira Suka fez milagre. No rebote, a veterana Karina tentou e outra vez a goleira gremista salvou, mas a bola encontrou a cabeça de Daiane Rodrigues, que só teve o trabalho de empurrar para o gol.

    Dez minutos depois, Karina atropelou a defesa gremista e cruzou para Daiane Moretti fazer o 2 a 0. Logo depois, foi a vez de Moretti servir Daiane Rodrigues, que entrou com tranquilidade na área para fazer o 3 a 0.

    No segundo tempo, o Grêmio, que é dono da casa no Vieirão, foi para o tudo ou nada. A derrota representava a eliminação na primeira fase da segunda divisão nacional. E aí, sofreram o reves. No contra-ataque, primeiro Daiane Rodrigues fez 4 a 0 aos 13 minutos. Aos 16, Shasha, marcou o quinto. A partid ase arrastou até os minutos finais sem grandes riscos ao controle colorado. Em uma rara jogada de combinação do ataque, Gabizinha descontou aos 42 minutos.

    E aí, outra vez um troglodita deu sinal de vida do lado de fora do campo. 

    — Vocês não jogam nada. Tem que tirar vocês da folha de pagamento do Grêmio! — esbravejou o homem que entregou dois quilos de alimento não-perecível para assistir à partida.

     

    Neste momento, todas as jogadoras reservas do Grêmio deixaram de olhar para o campo, viraram-se para a arquibancada. Algumas até esboçaram responder. Desistiram. A ajuda de custo média às jogadoras do clube não passa dos R$ 600. Os maiores salários do país não passam dos R$ 5 mil. 

    As meninas do Grêmio saíram do campo eliminadas da competição, ainda faltando duas rodadas para o fim da primeira fase. Somaram dois pontos em cinco jogos e ainda não venceram. As do Inter, por outro lado, chegaram a 13 pontos, em uma campanha até agora invicta, de quatro vitórias e um empate. Lideram o grupo e estão a um empate de garantir um lugar nas semifinais. Chegam ao acesso as equipes campeã e vice da A2.

    E após o apito final, não houve empurra-empurra, dedo na cara e outros impropérios típicos de atletas milionários. Todas as meninas, sem exceção, cumprimentaram-se. A maior parte já defendeu as mesmas camisas nas andanças entre clubes que abrem e fecham portas ao futebol feminino. Aquele grupo ignorado no começo do jogo, porém, cresceu um pouco. Ofendeu algumas das jogadoras que caminhavam para o vestiário. Não, elas não responderam. A maioria acostumou-se, infelizmente, a ouvir os piores xingamentos por se aventurarem a jogar entre homens — e em um ambiente que transpira machismo. Pareciam estar ali, vestindo as camisetas dos dois maiores clubes do Estado, para dar uma demonstração de civilidade. Que tenha servido de aprendizado aos trogloditas.

     

    • opinião
      Dr. Levi no MDB? Carlos Gomes vai na casa de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A ’greve geral’ em Gravataí; a Senzala com complexo de Casa Grande
      por Rafael Martinelli
    • coluna do silvestre
      The Viking Brasil quer ser gigante de Gravataí
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • opinião
      Como ler Marco Alba; o card que até agora é ’a’ peça de 2020
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Partido de Dimas parece o de Bolsonaro
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Novo ’Km da Morte’ de Gravataí nas mãos de Leite
      por Rafael Martinelli
    • acolhimento
      Um pedido de socorro para ajudar mulheres agredidas
      por Redação
    • opinião
      Bolsonaro não vai mais ajudar Miki
      por Rafael Martinelli
    • em gravataí
      O bailarino que dançou para Michelle Obama
      por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • loja do bem
      Como doar para Campanha do Agasalho
      por Redação
    • segurança
      Barco de 7 milhões flagrado na Freeway em transporte irregular
      por Redação
    • opinião
      Sindicatão italiano pressiona Pirelli por Gravataí
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      A OAB de Gravataí e a polêmica da ’Lambe Toga’
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Bombeiro oficialmente fora da base de Marco Alba
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      Anabel vai presidir partido dos Bordignons
      por Rafael Martinelli
    • opinião
      O dia em que Régis não foi o vice de Dimas
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      Quem Marco Alba apoiará para Prefeitura em 2020?
      por Rafael Martinelli
    • com vídeo
      A ’Vaza Jato’ mudou cardápio em Gravataí
      por Rafael Martinelli | Edição de imagens: Guilherme Klamt
    • trânsito urbano
      Nova rótula no Passo das Pedras fica pronta em três meses
      por Redação
    SITE DE JORNALISMO E INFORMAÇÃO
    Gráfica e Editora Vale do Gravataí
    Av. Teotônio Vilela, 180 | Parque Florido
    Gravataí(RS) | Telefone: (51) 3042.3372

    redacao@seguinte.inf.br

    Roberto Gomes | DIRETOR | roberto@seguinte.inf.br
    Rafael Martinelli | EDITOR | rafael@seguinte.inf.br
    Silvestre Silva Santos | EDITOR | silvestre@seguinte.inf.br
    Guilherme Klamt | EDITOR | guilherme@seguinte.inf.br
    Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
    As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
    Desenvolvido por i3Web. 2016 - Todos os direitos reservados.