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    3º Neurônio | ciência

    Se o coronavírus circula pelo ar, e agora?

    por Pablo Linde | El País | Publicada em 13/07/2020 às 19h40| Atualizada em 14/07/2020 às 16h16

    Organização Mundial da Saúde admite que pode haver transmissão aérea, mas sustenta que as evidências indicam que a principal via de contágio é o contato próximo com pessoas infectadas. O Seguinte: reproduz o artigo publicado pelo El País

     

    Por trás de cada resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) está a ciência, mas não só a ciência. Suas recomendações são universais e, apesar de os países não serem obrigados a cumpri-las, cada palavra presente em seus documentos é medida milimetricamente porque pode provocar mudanças nas políticas de saúde em todo o planeta. Essa é uma das razões pelas quais, apesar de numerosas evidências mostrarem há meses que a transmissão aérea do coronavírus é possível, a OMS só reconheceu nesta semana essa possibilidade. Na prática, o que isso muda?

    É muito provável que pouco ou nada, segundo vários especialistas consultados. O documento no qual a OMS admite a possibilidade de que as gotículas exaladas por alguém com o coronavírus fiquem no ar, outra pessoa as respire e seja infectada tem tantas nuances que não acarreta medidas adicionais às já recomendadas. “Basicamente, significa três coisas: reforçar o uso de máscaras em espaços fechados, e sempre que não for possível manter a distância de segurança, ventilar ainda mais os espaços fechados e realizar muita limpeza e desinfecção nos sistemas de ar-condicionado de circuito fechado dos edifícios de escritórios, empresas etc. Na verdade, nada que não tenha sido dito antes”, assinala Alberto Infante, especialista em saúde pública.

    Nuances também são ciência. Juan Ayllón, virologista da Universidade de Burgos, explica da seguinte forma: “A OMS admite a possibilidade de transmissão pelo ar, em parte, porque um grupo de cientistas vinha pedindo isso. Eles são, na maioria, químicos, que não sabem muito sobre vírus, mas sim sobre como as partículas são transmitidas no ar. Do outro lado estão os epidemiologistas, mais preocupados com a influência real desse tipo de transmissão. E no meio está a OMS, de quem se exige que transmita informações a toda velocidade”.

    Ayllón lembra o que diz o próprio documento da organização: que o fato de que seja possível uma transmissão pelo ar em determinadas circunstâncias (ambientes médicos com manipulação de pacientes ou lugares fechados com muitas pessoas e má ventilação) não significa que seja esse o maior foco de contágio. Pelo contrário, o consenso científico continua apontando o contato próximo com pessoas infectadas como o maior risco. Os casos documentados em lugares com recirculação de ar (como ônibus e restaurantes), corais e aulas de aeróbica seriam, segundo a teoria da OMS, exceções, não a regra geral. Porque mesmo sabendo que o SARS-CoV-2 pode ficar suspenso, cada gotícula tem uma quantidade viral muito pequena, de modo que, para inalar o suficiente para que haja uma infecção deve ocorrer uma série de circunstâncias não muito frequentes.

    Isso é demonstrado observando como as medidas adotadas para conter a epidemia em todos os países do mundo funcionaram sem precauções que levassem em conta uma transmissão aérea significativa, assinalou quinta-feira Fernando Simón, diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias da Espanha. “Há evidências de que possa ocorrer em alguma situação específica, mas não muitas nem muito sólidas. Se isto fosse demonstrado, seria necessário tomar muitas medidas que não foram adotadas até agora”, explicou Simón.

    No entanto, os cientistas estão abertos a novas evidências que os façam mudar de opinião. “Pesquisas urgentes de alta qualidade são necessárias para elucidar a importância relativa das diferentes vias de transmissão; o papel da transmissão aérea na ausência de procedimentos [médicos] geradores de aerossóis; a dose de vírus necessária para que ocorra a transmissão; a configuração e os fatores de risco para eventos de superdisseminadores; e a extensão da transmissão assintomática e pré-sintomática”, diz o novo documento da OMS.

    Jesús Molina Cabrillana, da Sociedade Espanhola de Medicina Preventiva, é a favor de manter a vigilância e não adotar medidas mais restritivas. “Já foram tomadas muitas; diante de um avanço do vírus, o que deve ser feito, como está previsto, é recuar e voltar a limitar certos movimentos ou capacidades de público”, ressalta.

    Os especialistas insistem que devem ser respeitadas as precauções já recomendadas, sem a necessidade de adotar outras. Segundo María del Mar Tomás, microbiologista da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia, se o documento da OMS serve de alerta para algo, é quanto à necessidade de ser especialmente cuidadoso em ambientes fechados, manter a máscara e evitar lugares com má ventilação. E as reuniões sociais devem ser preferentemente ao ar livre, onde o risco de contágio diminui bastante, já que, mesmo que o vírus permaneça suspenso no ar, a dispersão dificulta muito a infecção.

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