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    3º Neurônio | humor

    Bozonavírus

    por Rafael Martinelli | Publicada em 07/02/2020 às 13h19| Atualizada em 09/02/2020 às 16h32

    Ao contrário do coronavírus, exportado pela China por menos de 1,99, o bozonavírus não veio de fora: sempre esteve entre nós, sempre mostrou o mal que representa, sempre foi subestimado pelos brasileiros.

    As suspeitas da epidemia nazistadora e fascistante começaram em 2017. Até que durante 2018 surgiram sinais alarmantes, que afinal culminaram no pavoroso surto de 28 de outubro. Aí, 57,8 milhões de pessoas foram irremediavelmente contagiadas. Contagiadas mas felicíssimas em seu atraso mental. 

    Mas os efeitos destruidores do bozonavírus, alojado no cérebro humano, foram além das vítimas contaminadas. A partir da febre estupidificadora que atingiu grupos sociais em todo o território nacional, setores da sociedade sucumbiram aos sintomas mais dolorosos: enfraquecimento democrático, eliminação de valores e suspensão de direitos. 

    Para piorar a situação geral, a maioria da população, imune ao bozonavírus, passou a conviver com o risco diário de contágio iminente. É que as vítimas do bozonavírus expelem, enquanto falam, fluidos hostis. Também através dos gestos e até do olhar, soltam no ar moléculas odiosas e raivosas, muito mais ameaçadoras que, por exemplo, os vibriões do cólera e o ebola. 

    Afora o dano ao convívio civilizado, o problema maior do bozonavírus ocorreu nos setores governamentais, afetados por um antagonismo virulento jamais constatado antes: contaminadas profundamente, a educação sofre de enrijecimento funcional, a cultura padece de cegueira e as artes se tornam anêmicas e moribundas por desoxigenação. Sem falar no pavor censório que ronda a todos.

    E por conta do descontrole sanitário do bozonavírus, a saúde e a segurança têm convulsões sistêmicas. Uma provoca aglomeração da população nos postos com escassez de atendimento, e a outra causa a irreversível síndrome de amedrontamento diante de polícias e milícias e milicos. E desorientadas pela brutalidade geral, as balas se perdem sem parar.

    Por fim, o poder imobilizante do bozonavírus atacou fundo a economia do país, que mal se move. Em contraste com essa atmosfera estagnada, o bozonavírus favorece uma torturante transformação dos seres vivos, em que dez empregados viram desempregados a cada dia. E a economia informal se formaliza cada vez mais.

    Considerando tantas vítimas e prejuízos que o bozonavírus trouxe ao Brasil, a chegada do coronavírus ao país é saudada com ansiedade. Pode ser que cause menos sofrimento à nação. Talvez até melhore a condição do povo.

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