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    3º Neurônio | cinema

    Allyn Ann McLerie, uma estrela dos musicais

    por Diego Nunes | Memória Cinematográfica | Publicada em 06/06/2018 às 16h15

    Em 1948 a Warner Brothers contratou uma estrela da Broadway em ascensão chamada Allyn Ann McLerie. Para testar a nova contratada, o estúdio a colocou em um pequeno papel no filme Minha Vida é Uma Canção (Words and Music, 1948), que tinha um grande elenco de astros como June Allyson, Perry Como, Judy Garland, Lena Horne, Gene Kelly, Mickey Rooney, Cyd Charrise,  Betty Garrett, Janet Leigh e Vera-Ellen.

    Allyn Ann McLerie aparecia em meio a esta constelação de astros cantando em um número musical.

     

    : Ray Bolger e Allyn Ann McLerie em Wheres's Charley? (1948), na Broadway

     

    Allyn Ann McLerie nasceu em Quebec, no Canadá, em 01 de dezembro de 1926. Ainda criança, mudou-se com os pais para os Estados Unidos. Ela começou a estudar dança muito cedo, e estrou na Broadway ainda adolescente, na peça One Touch of Venus (1943). Em 1944 ela substituiu a atriz Sono Osato no espetáculo On The Town (1944).

    Em 1945 ela casou-se com o famoso compositor Adolph Green. Ele escreveu para ela Where's Charley?(1948), que foi um grande sucesso, ganhando o Prêmio Mundial de Teatro. Quando foi contratada pela Warner, Allyn Ann era aluna da tradicional escola de interpretação The Actors Studio.

    Após atuar em Minha Vida é Uma Canção (1948), ela protagonizou, junto com Ray Bolger, A Tia de Carlitos (Where's Charley? 1948). O filme era uma versão cinematográfica do sucesso da Broadway que havia sido estrelada pelos mesmos atores no teatro.

    Após ter sua grande chance no cinema, ficou alguns anos afastada das telas, dedicando-se a Broadway. Ela retornou cinco anos depois, ainda sob contrato da Warner em Canção do Sheik (The Desert Song, 1953), estrelado por Kathryn Grayson.

     

     

    No mesmo ano teve um importante papel em Ardida Como Pimenta (Calamity Jane, 1953), coadjuvando a estrela Doris Day.  No filme ela interpreta Katie Brown, a criada confundida com uma estrela por Calamidade Jane (Doris Day).

     

    Allyn Ann McLerie em Ardida Como Pimenta

     

    Em 1953 ela e Adolph Green se divorciaram, e no final deste mesmo ano ela se casou com o ator George Gaynes, o Arthur de Punky, A Levada da Breca (Punky Brewster, 1984-1988). Eles permaneceram casados por mais de 60 anos, até a morte do ator em 2016.

     

    Allyn Ann McLerie e George Gaynes

     

    Allyn McLerie ainda atuou em mais dois filmes da Warner, O Fantasma da Rua Morgue (Phantom of the Rue Morgue, 1954) e Qual Será Nosso Amanhã (Battle Cry, 1955). Depois retornou ao teatro.

    Ela voltou ao algumas vezes, atuando em 20 Quilos de Confusão (40 Pounds of Trouble, 1962) e em A Noite dos Desesperados (They Shoot Horses, Don't They?, 1969). Neste filme, estrelado por Jane Fonda, Allyn interpreta Shirl, a parceira de dança do marinheiro interpretado por Red Buttons.

     

    Allyn Ann McLerie e Red Buttons em A Noite dos Desesperados

     

    Destacou-se como uma atriz de televisão, atuando em diversas séries como Bonanza (Idem), O Jovem Doutor Kildare (Young Dr. Kildare), Os Waltons (The Waltons), Casal 20 (Hart to Hart), Dinastia (Dynasty) e Os Pássaros Feridos (The Thorn Birds, 1983). Ela fez algumas aparições em Punky, A Levada da Breca (Punky Brewster, 1984-1988), como a namorada de Arthur, interpretado por seu marido George Gaynes.

     

    George Gaynes e Allyn Ann McLerie em Punky, A Levada da Breca

     

    Ela atuaria esporadicamente no cinema, aparecendo em filmes como Os Rebeldes (The Reivers, 1969), Um Homem Difícil de Matar (Monte Walsh, 1970), A Fúria dos 7 Homens (The Magnificent Seven Ride!, 1972), Nosso Amor de Ontem (The Way We Were, 1973), Licença Para Amar Até a Meia-Noite (Cinderella Liberty, 1973) e Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976). Seu último trabalho no cinema foi em Loucademia de Polícia 7: Missão Moscou (Police Academy: Mission to Moscow, 1994). Após atuar neste filme, ela aposentou-se da carreira.

     

     

    Ela faleceu em sua casa em North Bend, Washington, em 21 de maio de 2018, aos 91 anos de idade.

     

    Diego Nunes é gaúcho, formado em Rádio e TV pela Universidade Metodista de São Paulo, é pesquisador da memória cultural e artística, e sua paixão é o cinema. Além disso, atua como diretor cultural da Pró-TV, Museu da TV Brasileira, e no departamento de arquivo da Rede Record de Televisão.

    Acompanhe-o pelo Memória Cinematográfica.

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