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    3º Neurônio | tv

    Paulo Adriane interpretava Priscila, uma simpática sheep dog e principal estrela do programa

    21 anos sem a TV Colosso do Paulo Adriane

    por André Santana | UOL | Publicada em 09/01/2018 às 13h48

    O UOL produziu reportagem sobre as duas décadas do fim da TV Colosso da Rede Globo, que tinha sua principal estrela, Priscila, interpretada pelo ator gravataiense Paulo Adriane

     

    No dia 3 de janeiro de 1997, o infantil TV Colosso foi exibido pela última vez nas manhãs da Rede Globo. O genial programa protagonizado por bonecos que representavam cães fez a alegria da molecada desde sua estreia, em 19 de abril de 1993, e marcou toda uma geração de fãs de Priscila, Gilmar e cia.

    TV Colosso se passava numa estação de televisão de mesmo nome, e que era comandada por cachorros. JF era o dono, um chefe cheio de pose e postura autoritária, e que tinha como braço-direito o Capachão, seu puxa-saco oficial. Abaixo dele estavam o operador Borges, o buldogue responsável por colocar a programação no ar, e o faz-tudo Gilmar, um malandrinho carismático. Trabalhando diretamente a eles ficava a produtora Priscila, uma simpática sheep dog e principal estrela do programa - interpretada pelo ator de Gravataí Paulo Adriane.

    Assim, as aventuras da TV Colosso mostravam o dia-a-dia dos cães que trabalhavam nos programas que compunham a programação da emissora. Entre as principais atrações estava o Jornal Colossal, apresentado por Walter Gate, sempre com as primeiras informações do dia, e o Malabi Sabe, atração comandada pelo guru Malabi, um cão com poderes mediúnicos. Outros programas marcantes da TV Colosso eram o Clip Cão, comandado por Thunderdog, uma sátira ao ex-VJ da MTV Luiz Thunderbird; e o Acredite Se Puder, com as crônicas difíceis de engolir narradas por Jaca Paladium, que sempre se passavam na Nova Zelândia.

    A programação da TV Colosso também contava com dramaturgia, e várias “novelas” foram exibidas, como Pedigree, Os Filhos da Cadela, A Carrocinha do Amor, entre outras. A emissora também exibia a série As Aventuras do Supercão. Além disso, claro, a emissora exibia muitos desenhos animados, como As Aventuras dos Ursinhos Gummi, As Aventuras de Mickey e Donald, He-Man, She-ra, Smurfs e Snorks, além da série Power Rangers, que estreava no Brasil. TV Colosso chegou a apresentar ainda o Priscila Superstar, um programa de auditório comandado pela própria Priscila, e o Disney Club, um talk show comandado por nada menos que Zé Carioca, e que exibia desenhos da Disney.

    TV Colosso foi concebida por Luiz Ferré e Roberto Dornelles, integrantes do grupo gaúcho de teatro de bonecos Cem Modos, do qual também faziam parte Valério Campos e Toninho Neves, responsáveis pela redação, e a direção de núcleo era de Boninho. Participaram do projeto os cartunistas Laerte, Angeli, Glauco, Luiz Gê e Fernando Gonsales. A atração nasceu da necessidade de se criar um novo produto infantil para substituir o Xou da Xuxa nas manhãs da Globo. Inicialmente, seria um projeto temporário, já que a direção da emissora tinha interesse em contratar Angélica, então na Rede Manchete, para ocupar a vaga. Mas como a loirinha renovou seu acordo com o canal dos Bloch (e, depois, transferiu-se para o SBT), o projeto acabou se prolongando.

    O interesse da emissora era um programa que reunisse bonecos e animatrônicos, que são fantasias com funções robóticas vestidas por atores. Na época, a série Família Dinossauros fazia muito sucesso no mundo inteiro, e a Globo desejava produzir algo utilizando a mesma tecnologia. Com esta proposta, Ferré e Dornelles chegaram a pensar num programa com cachorros piratas e outro com macacos comandando uma televisão. Acabaram unindo as duas ideias, fazendo um canal de TV totalmente comandado por cães. A ideia deu muito certo, já que o projeto reunia personagens carismáticos e um conjunto de redatores que vinham do humor e dos quadrinhos, fazendo da TV Colosso uma atração de comédia rasgada, cheia de referências e que agradava crianças e adultos.

    Com o sucesso, TV Colosso foi sendo renovada a cada ano, além de gerar subprodutos, como especiais de fim de ano, revista em quadrinhos, discos, produtos licenciados e até um longa-metragem para o cinema, Super Colosso. O cast de bonecos era composto por 28 fantoches, sendo 25 cachorros e três pulgas. Os cachorros interpretavam vários papéis, somando 50 personagens. Por conta do peso da fantasia, dois bailarinos se revezavam para dar vida aos bonecos maiores, de 2m de altura, que dançavam e pulavam no programa, como Priscila.

    A dublagem dos bonecos reunia grandes nomes da dublagem brasileira, como Mário Jorge, Mônica Rossi, Isis Koschdoski, Garcia Júnior, Guilherme Briggs, Sheila Dorfman, Márcio Simões, Hércules Fernando, Carlos Seidl, Marco Antônio Costa, Hamilton Ricardo, Mauro Ramos, Marco Ribeiro, Reynaldo Buzzoni, Sheila da Silva e Sousa. Já os cenários do programa tinham diferentes dimensões, variando desde a miniatura até os adaptados para os cachorros de dois metros de altura. Além disso, todos os objetos de cena eram confeccionados exclusivamente para o programa. De dois em dois meses, os bonecos eram colocados em uma banheira e lavados com xampu e condicionador.

    A partir de setembro de 1996, a direção da Globo interrompeu a produção de TV Colosso. O infantil teve sua duração reduzida com a chegada de Angélica, que comandava seus Angel Mix e Caça Talentos entre 11h e meio-dia. A partir daí, TV Colosso passou a ser reprisada entre 8h e 11h, até sair do ar de vez em janeiro de 1997, quando o Angel Mix passou a ocupar toda a manhã e incorporar desenhos animados às suas atrações.

     

    Relembre a graciosa abertura da TV Colosso, ao som de “Eu Não Largo o Osso” com as Paquitas:

     

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